terça-feira, 7 de julho de 2009

Sensitivo para retratar suas benquerenças

Juliano Gomes, músico de Santana do Livramento, não é desses músicos convencionais. Não faz música para vender, mas para sentir. É assim que podemos defini-lo. Premiado em muitos festivais, é o atual vencedor do festival de sua terra: Um canto para Martin Fierro. A composição Batismo, uma parceria com Sérgio Carvalho Pereira, foi a mais premiada de todas as edições.
Mais um "aluno" de Leonel Gomez, destaca-se ao lado de outros artistas como Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral, Fabiano Torres, Luciano Fagundes e tantos outros que conquista pela estrada. Dessa parcerias, surgiu "Sensitivo". Um trabalho intimista que envolve a participação, além dele, dos compositores Evair Suarez Gomes e Fernando Soares, além da qualificada interpretação de Luíz Marenco e a participação especial de outros grandes intérpretes.
Essa proposta parte da intenção de regsitrar algumas músicas de festivais, já que são poucos CD's que chegam ao público. Além disso, são músicas para retratar a cultura gaúcha, principalmente fronteiriça, de grande sensibilidade. Canções que realmente nos tocam. Vem por aí um novo projeto chamado"Benquerenças", ao lado do talentoso André Teixeira...
Te convido a conhecer um pouco mais deste grande nome do nativismo, nesta entrevista cedida ao De terra, campo e galpão:




Por João Cléber Caramez



Capa do CD Sensitivo

3 - Quais são as principais temáticas presentes na obra?

O disco "Sensitivo" trata do campo quase que especificamente. Só que a verdade do campo não é o que muitos falam, como chegar do campo e tocar um violão na frente do fogo. Esse nosso trabalho fala do homem de campo, da lida bruta, dos seus sonhos, suas paixões, das gauchadas.

4 - Evair Suarez Gomes gosta muito de trabalhar suas letras em espanhol. Podemos esperar muitas canções nesse estilo?

O Evair é como se diz... doble-chapa. Nasceu em Santana do Livramento, mas morou muito tempo do outro lado da linha, em Rivera (Uruguay). Por isso escreve muitos de seus trabalhos em espanhol ou em portunhol que é a língua falada na fronteira.

5 - Qual é o grande objetivo desse trabalho?

Sensitivo tem como objetivo maior o registro de um trabalho que já fazemos há algum tempo. Um trabalho sério que procura falar de uma maneira clara e objetiva das coisas do campo. Procura mostrar também a influência direta da cultura argentina e uruguaya que temos em nossas obras.

Participação do programa Galpão Nativo, da TVE


6 - Tu acreditas que os trabalhos lançados pelo cenário nativista são bem divulgados e tem boa aceitação pelo público?

Aí é que está o foco que deve ser abordado. A divulgação. Vivemos num mundo que se diz globalizado, mas que só divulga o que é comercial. O que é comercial vende e o que é mais intimista fica nas prateleiras. A música é muito importante para a cultura de um povo. Para ser sincero, não quero que meus filhos e meus netos cresçam ouvindo só o que a televisão nos impõe. Quero deixar para eles algo de bom e produtivo. Algo de fundamento.

7 - Nos festivais, quais são as tuas participações mais recentes? E as principais premiações?

Comecei nos festivais no ano de 1988 tocando gaita de botão. Com o tempo, peguei apreço pelo violão e pelo baixo. Eu já tinha em anos anteriores algumas parcerias com o Joca Martins e o Adriano Gomes. A partir de 2001, comecei a compor mais e levar a composição mais a sério. Já fui premiado em festivais como Sapecada, Martin Fierro, Vigília, Gauderiada, Reculuta, Ronda de São Pedro, Nevada, Ponche Verde, Canto dos Cardeais, Canto sem fronteira, Galponeira, etc.

Premiado durante o Martin Fierro: Batismo

8 - Conte um pouco da tua trajetória musical e deixe um chasque para os teus admiradores.




Acesse o blog: www.julianochamacogomes.blogspot.com
*Fotos: Blog Juliano Gomes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Entrevista (repostada) - Marcelo Oliveira

O De terra, campo e galpão posta mais uma entrevista feita através do blog De campo e alma. Confira:


Entrevista:Canário mostra toda a virtude do seu canto

Marcelo Oliveira, cantor nativista reconhecido pela sua voz única e incomparável e por suas canções repletas de amor e muito sentimento pelo campo, fala sobre a sua carreira e suas participações nos festivais do estado. Através deles, Marcelo se firmou como um dos principais intérpretes do nativismo com suas constantes premiações. Acredita que os músicos com que convive como Lisandro Amaral, Luciano Fagundes, Cristian Camargo e tantos outros, fazem parte de sua família em razão dos fortes laços de amizade criados pelos anos de convivência. Veja a seguir, a entrevista concedida pelo “Canário” ao De campo e alma:


Por João Cléber Caramez

1 – Como começou tua carreira no cenário nativista?
Marcelo
- Eu comecei minha carreira músical como a maioria de meus colegas, cantando em concursos de intérprete vocal e participando de rodeios. Foi em 1997 quando conheci pessoalmente Luiz Marenco, que foi meu maior incentivador e através dele, subi num palco de festival, amadrinhado por Fabiano Bacchieri.

2 – Tu já estas trabalhando no lançamento de um novo CD?
Marcelo - Ainda não. Tenho projetos em andamento, ainda divulgo e trabalho com o CD Rincão da Alma, que há pouco foi lançado. Acho que tem muito a ser tocado ainda.

3 – “Rincão da Alma” rendeu os resultados esperados?
Marcelo - Como eu vinha falando, é um CD que tem muito a ser tocado ainda, mas considero como um grande amadurecimento de minha carreira musical.

4 – Quais são as tuas principais referências na música?
Marcelo - Bueno, tenho muitas referências musicais. Vou citar artistas que apontaram sem sequer saberem o caminho que percorro. São eles: Luiz Marenco, Fabiano Bacchieri, Noel Guarany, Cenair Maica, Eron Vaz Mattos e Alfredo Zitarrosa posteriormente.

5 – Fale um pouco sobre a tua recente trajetória nos festivais?
Marcelo - Bueno. Considero que minha trajetória seja como uma estrada de aprendizado, pois, apesar de aparecer menos no cenário dos festivais ,de dois anos pra cá, sempre quando posso participar é uma nova experiência e um novo prazer. Ao longo de nove anos de carreira em festivais e fora deles, eu cresci muito como artista e principalmente como homem. Devo a minha vida e amadurecimento pessoal aos festivais.


6 – Como é o teu relacionamento com os teus grandes parceiros musicais?
Marcelo - Meu relacionamento é o melhor possível. Formamos uma família onde trocamos experiências e muita cumplicidade. Nos entendemos apenas com um simples olhar!É maravilhoso!!!

7 – Quais são as composições que tu consideras mais marcantes na tua carreira?
Marcelo
- Composições marcantes têm várias, porque em cada cidade em que a gente se apresenta, tem uma música que as pessoas pedem com mais fervor. Isso se dá, por estarmos sempre no meio dos festivais, que serve de laboratório pras composições serem apartadas e inseridas nos cds que a gente grava. (geralmente é assim). Mas cito duas músicas que não posso deixar de tocar: Campo e Luz e Campeiros, ambas do primeiro CD.

8 – Deixe um chasque para todos aqueles que admiram o teu trabalho.
Marcelo
- Quero dizer que o que faço é por amor a esta terra e às pessoas que lutam pela cultura da terra. Queria agradecer o carinho que as pessoas tem comigo e dizer que estarei sempre retribuindo através de música! Gracias João Caramez pelo carinho e oportunidade de resumir meu caminho e meu pensamento! Fiquem com Deus e se Deus quiser nos encontraremos ao vivo.

César Oliveira e Rogério Melo - Procedência

- PROCEDÊNCIA -


Procedência é o nome do novo trabalho de César Oliveira e Rogério Melo, um álbum composto por dois discos: “Apegos e Anseios do meu Canto”, no qual César Oliveira interpreta canções de Rogério Villagran, e “Regional”, onde as composições de Anomar Danúbio Vieira recebem a interpretação de Rogério Melo. Como não poderia deixar de ser, César e Rogério cantam juntos em cinco faixas de cada um dos discos.
O álbum foi nomeado a partir de sua proposta: a de mostrar a procedência, as origens musicais, de cada um dos artistas. Neste sentido, “Apegos e Anseios do meu Canto” apresenta um resgate do início da carreira de César Oliveira e mostra sua forte identificação com o folclore dos países do prata. O CD traz, em sua maioria, composições inéditas de Rogério Villagran, parceiro desde o início de sua trajetória, quando ambos participavam dos festivais nativistas.
Os arranjos do disco são primorosos e se valem de instrumentos que dão um tom especial às músicas como é o caso da harpa paraguaia em uma polca; dos arranjos de piano em chacarera; e o violoncelo em uma milonga. A produção musical é assinada por Marcello Caminha.Já em “Regional”, Rogério Melo interpreta composições de Anomar Danúbio Vieira sob a produção musical de Luciano Maia. A sonoridade deste disco remete mais ao trabalho atual do dueto e representa bastante bem a identificação musical de Rogério com a música crioula e o regionalismo gaúcho.
Há um vasto leque de ritmos que compõem o repertório como polca, milonga, rasguido, vanera, entre outros, que sempre são valorizados na discografia de César e Rogério. A trova, importante e muitas vezes esquecida manifestação artística do folclore rio-grandense, também recebe destaque através da música “Velório do Juca Torto”.Em suma, o projeto “Procedência” visa prestigiar os compositores que são parceiros de César e Rogério desde o início de suas carreiras e também expressar um pouco das referências e influências de cada um dos artistas.
Exatamente esta individualidade de estilos apresentada no álbum é que, somada, enriquece e engrandece o trabalho do dueto. Este lançamento é a primeira parte de um projeto mais amplo que culminará em um DVD comemorativo aos dez anos da carreira de César Oliveira e Rogério Melo.


CD 1 - APEGOS E ANSEIOS DO MEU CANTO
CÉSAR OLIVEIRA canta Rogério Villagran

01- Apegos e Anseios do Meu Canto
02- Pra um Tal de Eloí Pechada
03- Assim Sou Eu e Me Vou
04- Domador Loco
05- Frente Ao Teu Grito de Forma
06- Leguera
07- Junto ao Balcão do Bolicho
08- Na Farra
09- Abagualado
10- Menos Que Deus Porém Mais do Que Um Homem
11- Onde um Guaxo Dobra os Punho
12- Xucro Encanto
13- Quando Se Agranda um Fronteiro
14- Milonga do Pealador
15- Noite de Ronda Redonda


CD 2 - REGIONAL
ROGÉRIO MELO canta Anomar Danúbio Vieira

01- Regional
02- Não é Por Nada
03- Redomona
04- Velório do Juca Torto
05- De Cacho Atado
06- Se Bamo Embora
07- Fronteira
08- Estâncias da Fronteira
09- Graças a Deus
10- A Pau e Grito
11- Por Aí
12- No Cantar Das Nazarenas
13- Retrato Gauchesco
14- Chacarera da Coragem
15- Tempo Feio

Entrevista (repostada) - "Gaúchos" : Robledo Martins & Rui Carlos Ávila

Em entrevista cedida no final do ano passado, para o De campo e alma, Robledo Martins e Rui Carlos Ávila estavam na fase de gravação do seu primeiro trabalho em dupla. A previsão era de lançamento em março, mas por alguns motivos, a data foi alterada e dessa forma, o CD foi lançado oficialmente no último dia 10, para a alegria do público nativista que esperava com ansiedade pela chegada de uma nova idéia que os Gaúchos trazem com sua música. Veja a entrevista, agora postada pelo De terra, campo e galpão:




Entrevista : Robledo Martins e Rui Carlos Ávila lançam em março o disco "Gaúchos"

Robledo Martins e Rui Carlos Ávila são dois grandes intérpretes da música nativista e agora apostam em um trabalho em parceria com previsão de lançamento em março do ano que vem. “Gaúchos” é o nome desse grande projeto, que conta com a participação de outros músicos renomados como Luiz Marenco, além de reconhecidos poetas do cenário gaúcho. Veja a seguir a entrevista que fizemos com a dupla:



Por João Cléber Caramez

1 - Como surgiu a parceria entre vocês para a gravação do disco?

R&R – A consolidação da nossa parceria musical aconteceu quando fizemos a melodia da música “Ante as Ruínas Missioneiras” com letra de Noel Guarany, João Sampaio e Marcos Aquino, posteriormente defendida na Manoca do Canto Gaúcho em Santa Cruz do Sul, onde tivemos a alegria de recebermos o segundo lugar do festival. A partir deste momento, sentimos que poderíamos colocar em prática o projeto de gravação de um novo cd com união de nossas carreiras. Robledo, com a experiência de 20 anos de estrada e a carreira consolidada em festivais e Rui, com a juventude e o talento de quem canta as coisas do campo com singularidade e amor pelo nosso chão.




2 - Quais serão as principais temáticas deste trabalho?
R&R – O Gaúcho, essa é a temática do nosso primeiro trabalho juntos. Desde a definição do título do cd, a seleção do repertório toda a temática remete ao Gaúcho, o homem do campo, seus costumes e peculiaridades, buscando a musicalidade em sua mais pura essência.

3 - O trabalho pode aumentar o reconhecimento de vocês além do cenário dos festivais. Como vocês encaram o projeto?
R&R – O reconhecimento vêm através do tempo, e é a conseqüência de um trabalho bem feito e de qualidade. Os festivais são oficinas de artistas (músicos, poetas e intérpretes), onde vários se projetaram e se projetam até hoje. E com a gente não foi diferente. A estrada dos festivais é onde a gente aprendeu e aprende, e eles vão continuar fazendo parte da nossa história. Esse projeto é mais um passo em nossa carreira. Sempre buscamos levar a cultura do nosso Rio Grande em nossa mala de garupa “solitos”, porém agora andaremos juntos, mas com o mesmo propósito, levar o nosso canto a todos os cantos do Rio Grande.



4 - Vocês regravarão músicas de seus discos individuais ou o trabalho será totalmente inédito?
R&R – O CD “GAÚCHOS” trará algumas regravações de músicas já conhecidas e de autores renomados, além de musicas inéditas. No cd, estarão obras premiadas em festivais, defendidas por vários intérpretes e agora regravadas em nossas vozes. Entre os compositores que farão parte do disco, Gujo Teixeira, Noel Guarany, João Sampaio, Marcio Nunes Corrêa, Delci Oliveira, Xiru Antunes, Roberto Luçardo, João Bosco Ayala, Fabiano Bacchieri, Juarez Machado de Farias, Fábio Prates, Diego Muller, Eduardo Muñoz e Luiz Marenco.


5 - Qual é o grande objetivo da parceria para este trabalho?
R&R – Este certamente é o primeiro de muitos que virão, esse é o nosso objetivo. Fazer musica gaúcha, levar o nosso canto a cada gaúcho dentro ou fora do Rio Grande.


6 - Qual é a previsão de lançamento do disco, quando ele chegará às lojas?
R&R – “GAÚCHOS” têm a previsão de lançamento para Março de 2009, mas enquanto isso vamos divulgando e fazendo shows de pré-lançamento pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Quem quiser contratar o show “GAÚCHOS”, pode entrar em contato com a nossa produtora Aline Ribas através do telefone: (53) 91426167 ou pelo e-mail producaogauchos@hotmail.com.



Agora, o "Gaúchos" já está nas lojas. Confira o trabalho desses grandes cantores da nossa música.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"DE PROCEDÊNCIA GUARANI"


Missioneira, de alma e procedência Guarani de corazon Uruguaia, trazendo duas Pátrias nos tentos e na voz.Cantante do Rio Grande e percussionistaIntegrante do Projeto Americanto - Orientadora de musica na Oficina de musica Americanto.Formada em Música da ESEP (Escola Sinodal de educação Profissional).

Colaboradora do Comin ( Conselho de Missão entre os Indios )



Tem em sua trajetória nacional e internacional marcada em grandes palcos. como o Carijo da Canção e o Teatro Zitarroza em Montevidéo, entre tantos outros.

Com dois trabalhos gravados: CD Guitarra Companheira em 2007

CD Classicos do Nativismo, difrenciado resgatando grandes obras do nosso cancioneiro e pela sua distribuição gratuita via internet pelo site www.ninafranca.com.br

Comprometida com o movimento tradicionalista gaúcho desde a infância, junto a cultura pampeana, sua escolha natural desde o começo do seu caminho artístico, sendo hoje uma representante autêntica de nossa cultura na música gaúcha e pampeana da América do Sul.
Contatos 51 35647447 - 51 81973564
www.ninafranca.com.br
www.ninafranca.blogspot.com

terça-feira, 30 de junho de 2009

Benquerenças







Gaúchos: Robledo Martins e Rui Carlos Ávila


Onde "meu canto" ganha vida

Dias atrás, publicamos uma entrevista referente ao CD "Meu canto - poemetos de campo" com o amadrinhador Silvério Barcelos. Apenas um poema, dividido em quatro partes, com a autoria de Eron Vaz Mattos. Desta vez, complementamos esse assunto com as palavras do declamador Xirú Antunes, que fala ao De terra, campo e galpão sobre esse trabalho, a sua importância e o que representa para a cultura gaúcha:

Xirú Antunes: declamador desta obra








Por João Cléber Caramez



1- Como foi a concepção deste trabalho intitulado "Meu canto - poemetos de campo"?


Ao ler a obra de Eron Vaz Mattos, Meu Canto, achei de vital importância para o Rio Grande do Sul. Trata de elementos que constituíram a personalidade do gaúcho que estão se deteriorando com o passar do tempo. Primeiramente, pelo desinteresse dos órgãos competentes responsáveis pela cultura no estado; segundo pela falta de leitura e de pesquisa da maioria dos jovens; terceiro porque gravando esta obra facilitaria seu entendimento e quarto, porque esta obra é uma referência de gauchismo, de sensibilidade terrunha, da personalidade do homem do campo.


2- Fale um pouco deste trabalho, como ele será desenvolvido e o que representa para a tua carreira?


É um trabalho que foi desenvolvido em quatro partes, cada uma delas trabalhada sensivelmente pelo Silvério, dando as características musicais expressivas necessárias e completas e tendo o aval da apresentação magnífica do poeta Sergio Carvalho Pereira que muito nos ajudou e apoiou neste trabalho. Um trabalho praticamente artesanal que é um marco pra mim, porque cada verso descrito me leva a muitas coisas que vivi nesta vida e em outras passadas. Além do mais, este trabalho me devolve a consciência do recitado que foi meu primeiro oficio.


3- Como será a divulgação, já que é bastante recente e como tu acreditas que as pessoas receberão este trabalho?



A divulgação será feita por nós mesmos, em eventos que participarmos. Pretendemos fazer três lançamentos importantes: em São Lourenço do Sul, Pelotas e Bagé e ainda em outros lugares que nos acolham. No más, é um trabalho para ficar. Acho que inicialmente as pessoas vão estranhar, porque a mídia dá importância hoje em dia a trabalhos mais turbulentos em que a poesia passa batida em que as melodias são alegres e bailáveis como eles costumam dizer. Sendo assim, as coisas são injetadas e as pessoas não pensam muito, nem se dão conta de que vivemos num mundo em que a cultura e a identidade estão sendo aos poucos subjugadas.

4- Tu acreditas que os poemas tem poucos espaços (locais, festivais) para serem apresentados porque a música é dominante?



Certamente. Tempo atrás, existiam diversos espaços para poesia, inclusive, diversos festivais. Hoje, podemos contar nos dedos. Não é que a música domine, mas é a cultura das pessoas que muitas vezes estão a frente de prefeituras, de eventos, e que preferem apostar em outro tipo de arte, exatamente por serem pessoas despreparadas que muitas vezes estão ali apenas politicamente.

5- Existe uma projeção para um eventual segundo trabalho entre essa parceria?



Sim, provavelmente faremos outros trabalhos neste estilo com o poeta Eron Vaz Mattos.

6- Como é a tua convivência com os teus parceiros Eron Vaz Mattos e Silvério Barcellos?



Muito boa. Obviamente, quem bebe da mesma fonte tem algo em comum e estas coisas aproximam as pessoas e as tornam bem relacionadas.

7- Tu acreditas que os "poemetos de campo" podem ser mais valorizados na mídia e que novos poetas e declamadores possam seguir os rastros de grandes ícones como Jayme Caetano Braun?



Acredito pela força dos versos, vai levar um bom tempo ainda. É um trabalho para ser visto com carinho e bastante calma. Uma expressão folclórica leva no mínimo trinta anos para se aculturar. Certamente que novos poetas e recitadores podem e devem seguir os caminhos de Jaime. Ele era um poeta que opinava e muito, esta era a grande característica dele, não ficar em cima do muro e assim que a coisa deve ser, porque como disse Noel, é um dever dos payadores falar o bem da verdade e se Deus deu este dom, é preciso também usar contra injustiças. Tem que existir também um papel social nisto tudo.

8- Conte um pouco para nós um pouco do teu sentimento ao escrever poemas e mais tarde, declamá-los. O que é necessário para ser um grande poeta e um grande declamador?



Um poema é uma forma de ver o mundo. Escrever é estar vivo, ter consciência do ser. E aqui nesta querência do sul, é estar de bem com os avós. Necessário para ser um grande poeta e declamador primeiramente é ter este dom, depois é saber cultivar com humildade e respeito as nossas raízes, preservar sem excessos nem agressividades e principalmente ter intimidade com a natureza.

9- Quais são as tuas principais fontes de inspiração para compor? Tu tens referências que influenciam no que escreves?



São elas as mesmas referências que me influenciam: o campo, os elementos que o compõem, suas peculiaridades. Muitas delas eu vi e fiz parte no segundo distrito de Piratini, quando era mais novo. Muitas destas coisas encontrei nas palavras dos poetas Osiris Rodriguez Castillo (uruguayo), Serafin Rota Garcia (uruguayo), Jaime Caetano Braun, Aureliano de Figueredo Pinto, Athaualpa Yupanqui(Argentino), entre outros. Enfim, o trabalho de pesquisa mesclado a minha vivência no campo junto ao meu dom, me deram a minha organização descritiva.

10- Deixe um chasque para aqueles que admiram os trabalhos poéticos como este e os teus contatos.



Primeiramente, agradecer a todos que de uma forma ou de outra admiram as coisas que faço, agradecer a ti pela atenção dispensada, meu fone é 5381187878, meu email é xiruantunes@hotmail.com, estou a disposição no que diz respeito a cultura das três pátrias, um abraço e gracias.

domingo, 21 de junho de 2009

4ª Manoca do Canto Gaúcho - Santa Cruz do Sul


LANÇAMENTO
Data: 26 de junho - às 19h30min
Local: Centro de Cultura Franscisco José Frantz


INSCRIÇÕES PARA A FASE LOCAL
Período: de 29 de junho a 13 de julho de 2009
Os locais para retirada do regulamento serão divulgados durante a semana.

TRIAGEM DA FASE LOCAL
Data: 18 de julho de 2009
Serão selecionadas 10 composições

FASE LOCAL
Data: 07 de agosto de 2009
Local: Bierhaus
Show: com Antônio Gringo
Serão 10 composições selecionadas na triagem irão. Se classificam 2 composições para a Fase Nacional.
FASE GERAL
Data: 06 de setembro de 2009
Local: Auditório da Faculdade Dom Alberto
Show: Luíz Marenco


Promoção: Associação Cultural Pró Rio Grande, Confraria Nativista de Santa Cruz do Sul, Dom Alberto, Gazeta Grupo de Comunicações.

Apoio: Poder Público Municipal, Absoluta Copiadora, Sindicato dos Bancários, Rápido Transpaulo


Informações:
51 9701-4788 - Rovani Morales - Coordenador Geral da 4ª Manoca
51 9649-9959 - Alex Carvalho - Presidente da Associação Cultural Pró Rio Grande

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Festival Pampa e Cerrado encerra com vitória de Bosco Ayalla e Martin César

Robledo Martins em palco na interpretação vencedora
A música De Sacramento a Sorocaba, de autoria dos compositores João Bosco Ayalla Rodrigues e Martin Cesar Gonçalves conquistou o primeiro lugar da Linha Pampa no 1º Festival Pampa e Cerrado, realizado em Brasilia-DF, nos dias 11,12 e 13 de junho de 2009. A obra, defendida pelo cantor Robledo Martins, ficou também com o troféu de Melhor Arranjo. Na segunda colocação classificou-se a milonga Sovéu Curto , de Heleno Cardeal e Pedro Guerra, defendida por Marco Aurélio Vasconcellos, cuja atuação lhe rendeu o prêmio de Melhor Intérprete Masculino. A Melhor Intérprete Feminina foi Shana Muller por sua interpretação de Gaúcha Bandeira, de Érlon Péricles e Angelo Franco. A Melhor Letra do festival foi Companheiro, de Telmo Vasconcelos e Eduardo Monteiro Silva. O violeiro Bilora recebeu o troféu de Melhor Instrumentista por sua participação na música "Saudade Matadeira".
Na Linha Cerrado, o troféu de primeiro lugar ficou Saudade Matadeira, letra, melodia e interpretação de Diorgen Junior. Em segundo lugar classificou-se Parada das Araras, de Zé do Prado, defendida pelo próprio autor.
*Fonte: Blog Jairo Reis

Márcia Tauill e Júlio Seda e Rafael são os vencedores do Viola de Todos os cantos

Final foi acompanhada por mais de 15 mil pessoas na noite de sábado (13), em Araraquara.

As músicas “Colheita” de Márcia Tauil e “O cantar do Galo” da dupla Júlio Seda e Rafael foram as vencedoras, respectivamente, das categorias regional e raiz na grande final do Festival Viola de Todos os Cantos, realizada na noite de sábado (13), em Araraquara.
Mais de 15 mil pessoas acompanharam a apresentação das 10 músicas finalistas no Centro de Eventos de Araraquara e Região (CEAR/Facira). Segundo a organização, esse é um novo recorde de público do Festival na cidade.

Melhor Intérprete
Na categoria regional, a música “Na paz e na dor”, interpretada pelo gaúcho Nilton Ferreira e com letra de Carlos Omar Vilela Gomes venceu a terceira edição do Troféu “Voto Popular”. A música teve 1.249 votos dos internautas que acessaram o site do Viola no EPTV.com. Além disso, Nilton Ferreira foi eleito como o melhor intérprete do Festival.

Melhor Letra
Os meninos Luis Gustavo e Luis Augusto do distrito Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto, receberam o troféu de melhor letra pela música “Todo Canto tem Viola”, cuja autoria é do pai José Augusto Pallaretti. Um empate também deu a vitória de melhor letra para a música “O Choro da Viola” interpretada pelo jovem cantor de São Carlos, Heytor da Viola e com a autoria de José Alberto Silva e Sérgio Gargarella.

Colheita da segunda vitória
Márcia Tauil conquistou o inédito bicampeonato na categoria regional do Viola com a música “Colheita”. A autoria é dividida entre ela e sua amiga Mana Tessari. Em 2007, ela conquistou o primeiro lugar na mesma categoria com a música “Canção da Estrada”.
Mineira de Guaxupé, Márcia foi radicada em Mococa, cidade que representou no evento. Já veterana no cenário da música popular brasileira, ela não escondeu a satisfação de vencer o Viola pela segunda vez. “É a maior alegria. Mais uma vez uma grande abertura em nossa carreira. Isso se repetir é maravilhoso”, contou emocionada ao descer do palco com o troféu.
Além do troféu, a cantora receberá a premiação de R$ 6 mil. A classificação de Márcia Tauil aconteceu em Poços de Caldas no dia 16 de maio, coincidentemente com a dupla que falaremos a seguir.

O cantar do galo foi antecipado
A dupla de São João da Boa Vista, Júlio Seda e Rafael, levou mais uma vez sua grande torcida à loucura quando a apresentadora do Viola, Fernanda Mitskoff, anunciou os vencedores da categoria raiz. “O cantar do Galo” de autoria de Júlio Seda, foi ovacionada pelo público araraquarense e deu à dupla a tão sonhada vitória.
Na participação no Viola em 2008, os cantores ficaram em terceiro lugar com a música “Sexta-Feira da Paixão”, mas, dessa vez, puderam soltar o grito de vitória, assim como fizeram na eliminatória em Poços de Caldas ao lado de Márcia Tauil.
“Esse ano foi o 1º lugar, graças a Deus. A emoção de vencer o Viola não tem tamanho. Não tem como explicar”, destacou o Júlio Seda.

Outros destaques

Regional
O grupo Voz, composto por um trio de gaúchos, ficou com o segundo lugar na categoria regional com a música “Girou, Febril”. Atualmente, os cantores vivem em São Paulo e surpreenderam o público com o estilo diferenciado da mistura dos violões aço e nylon, além da percussão e, claro, a tradição gaúcha. Os cantores faturaram o prêmio de R$ 3 mil.
O terceiro lugar ficou com o músico Zebeto Corrêa e sua música “Dançando com os Leões”. Corrêa foi o grande destaque da categoria na eliminatória em Varginha e recebeu, além do troféu, a quantia de R$ 2 mil.

Raiz
Além da melhor letra, os meninos de Bonfim Paulista, Luis Gustavo e Luis Augusto levaram o troféu de segundo colocados. Eles interpretaram ao lado de seu pai, José Augusto Pallaretti, a música já citada anteriormente, “Todo Canto tem Viola”. Os meninos também receberão o prêmio de R$ 3 mil.
A terceira posição da categoria raiz ficou para a dupla de Araraquara Peão Dourado e Mulato, que cantaram a música “Sertanejo Sofrido”, de autoria de João Platino e Tião do Ouro. A dupla também recebeu o troféu e o valor de R$ 2 mil.

A Final
A expectativa para a final era grande. Torcidas com famílias, jovens, crianças e idosos lotaram a Facira e aproveitaram a noite com as tradicionais apresentações de Mazinho Quevedo e Adrielli Duarte, do humorista Barnabé, do animado balé de Poços, da oquestra regida pelo maestro Agenor Ribeiro Neto e da emocionate interpretação de Ave Maria de Abel Dagli Angele.
Apesar disso, a grande atração foi a apresentação do ator e cantor sertanejo Sérgio Reis. Com mais de 35 anos de carreira e 54 discos gravados, ele presenteou o público com clássicos da viola como “Panela Velha”, “Chalana”, “Tocando em Frente”, “Chico Mineiro”, entre outras. “É maravilhoso. É a emoção daqueles que vem até aqui procurando os seus caminhos. Parabéns à EPTV e a todos que organizam o Viola de Todos os Cantos”, afirmou.

Os jurados
A grande novidade do Viola de 2009 foi o sorteio de cinco pessoas do público para compor o júri popular juntamente com o júri oficial. A organização do evento buscou uma forma de fazer com que o público interaja e participe cada vez mais.
Frequentador assíduo das eliminatórias, o aposentado Roberto Vieira do Santos, de 63 anos, foi um dos jurados sorteados na grande final. Ele vive em Araraquara há mais de 20 anos e falou sobre a responsablidade e a emoção de poder definir os melhores do Viola. “Principalmente como leigo, nossa pretensão não é de julgar e sim de sentir o que é mais razoável aos ouvidos “, ponderou.
*Fonte: EPTV

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Milonga para cantar querência vence a Sapecada em Lages

A 17ª Sapecada da Canção Nativa conheceu suas canções premiadas na madrugada desta quarta - feira, em Lages. O favoritismo de Milonga para cantar querência acabou confirmado. Tinha o destaque Luíz Marenco e Lisandro Amaral interpretando essa milonga composta por Sérgio Carvalho Pereira ao lado do lageano Índio Ribeiro. A composição ainda recebeu o prêmio de melhor melodia e melhor conjunto vocal. Pirisca Grecco voltou a ser melhor intérprete deste festival e ainda arrebatou o 2º lugar com um rasguido - doble de Uruguaiana, composto por Mauro Moraes. André Teixeira e Raineri Spohr, os dois intérpretes de Um certo galpão de pedra, música vencedora da última edição, acabaram repetindo um bom desempenho, mas desta vez com um 3º lugar através da Toada em voz de silêncio, composição de Otávio Severo e Adriano Alves, que ainda foram premiados com a melhor letra do festival. Confira o resultado completo:

MELHOR TEMA SOBRE A REGIÃO SERRANA – Quando tomba um pinheiro
Ritmo: Milonga Canção

Letra: Milton César Hoff e Jucemar dos Anjos

Música: Juliano Moreira Ramos e Itacir Vieira da Silva

Intérprete: Itacir Vieira da Silva


MELHOR TEMA CAMPEIRO – Domingo de campanha

Ritmo: Xote

Letra: Alberto Ventura Neto

Música: Alberto Ventura Neto

Intérprete: Alberto Ventura Neto


MELHOR CONJUNTO VOCAL – Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga

Letra: Sérgio Carvalho Pereira

Música: Cristian Camargo

Intérprete: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro


MELHOR ARRANJO – Quatro cantos do planeta

Ritmo: Chacarera

Letra: Rodrigo Bauer

Música: Ângelo Franco

Intérprete: Shana Müller


MELHOR MELODIA – Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga

Letra: Sérgio Carvalho Pereira

Música: Cristian Camargo

Intérpretes: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro


MELHOR LETRA – Toada em voz de silêncio

Ritmo: Toada

Letra: Adriano Alves e Otávio Severo

Música: Raineri Sphor

Intérpretes: Raineri Spohr / André Teixeira


MELHOR INSTRUMENTISTA – Rodrigo Maia ( Em Quatro cantos do planeta)
MELHOR INTÉRPRETE – Pirisca Grecco (Em Chora gaita véia)


MÚSICA MAIS POPULAR – Domingo de campanha
Ritmo: Xote

Letra: Alberto Ventura Neto

Música: Alberto Ventura Neto

Intérprete: Alberto Ventura Neto


3º LUGAR - Toada em voz de silêncio
Ritmo: Toada

Letra: Adriano Alves e Otávio Severo

Música: Raineri Sphor

Intérpretes: Raineri Spohr / André Teixeira

2º LUGAR - Chora gaita véia
Ritmo: Rasguido-doble

Letra Mauro Moraes

Música: Mauro Moraes

Intérprete: Pirisca Grecco


1º LUGAR - Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga

Letra: Sérgio Carvalho Pereira

Música: Cristian Camargo

Intérpretes: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Resultados: 9ª Sapecada da Serra Catarinense

1º lugar - Imagens do pago (Chamamé) -
Letra: Aldo Martins Neto/ Música: Michel Martins / Intérp. Vitor Amorim/ James Michel.
2º lugar - Remoçado (Chamarra) -
Letra: Clauri Olávio da Silva/ Música: Daniel Mateus da Silva / Intérp. Daniel Mateus da Silva.
3º lugar - Quando tomba um pinheiro (Milonga canção) -
Letra: Milton César Hoff e Jucemar dos Anjos/ Música: Juliano Moreira Lemos e Itacir Vieira da Silva / Intérp. Itacir Vieira da Silva.

Mais popular:Domingo de campanha (Xote) -
Letra, Música e interpretação: Alberto Ventura Neto.
Melhor intérprete: Sérgio Boscato
Melhor instrumentista: Guilherme Garcia
Melhor letra: Quando tomba um pinheiro
Melhor arranjo: Imagens do pago
Melhor conjunto vocal: Imagens do pago
Melhor melodia: Escutando do silêncio (Chamarra) -
Letra: Mário Arruda/ Música: Edvan "Índio" Ribeiro / Interp. Índio Ribeiro.
Melhor tema campeiro: Domingo de campanha
Melhor tema sobre a região serrana: Marcos na memória (Chamarra) -
Letra: José Goulart / Música: Éder Goulart / Interp. Éder Goulart/ Bada Castro.

* Colaboração de Roberta Althoff

segunda-feira, 1 de junho de 2009

24º Carijo da Canção Gaúcha - resultado

Palmeira das Missões recebeu entre os dias 28 e 31 de Maio, mais uma edição do Carijo. Confira o resultado completo:

1º lugar: Por entender a vida
(Piero Ereno / Nilton Ferreira )
Intérprete: Nilton Ferreira

2º lugar: Querência de um rancho só
(Carlos Omar Vilela Gomes / Osmar Carvalho)
Intérprete: Flávio Hanssen

3º lugar: Figos Caseiros
(João Ari Ferreira / Piero Ereno)
Intérprete: Miguel Marques

Melhor instrumentista: Léo Pereira Filho
Melhor intérprete: Miguel Marques
Melhor letra: Querência de um rancho só (Carlos Omar Vilela Gomes)

Melhor Arranjo Instrumental: Milonga do enforquilhado
(Francisco Luçardo / Paulo Ricardo Saavedra Pinto)
Intérprete: João Quintana Vieira

Melhor Arranjo Vocal: Por entender a vida
(Piero Ereno / Nilton Ferreira)
Intérprete: Nilton Ferreira


Melhor tema sobre Palmeira das Missões: Rio da várzea
(Marcos Antonio Giacometti / Angelino Rogério / Jorge André Rogério)
Intérprete: Jorge André Rogério

Melhor tema ecológico: N'algum confim do Brasil
(Carlos Omar Vilela Gomes / Leonardo Sarturi / Luiz Cardoso)
Intérprete: Leonardo Sarturi e Luiz Cardoso

*Colaboração de Roberta Althoff

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma guitarra que ponteia os poemetos de campo

Silvério Barcellos: amadrinhador
Meu canto - poemetos de campo é um trabalho em que estão envolvidos dois grandes nomes da poesia campeira: Eron Vaz Mattos e Xirú Antunes. Um deles, Eron Vaz Mattos, fez os versos que o outro, Xirú Antunes, tem a sensibilidade de declamá-los. Para completar a parceira, Silvério Barcellos é o amadrinhador desta obra que tem todos os requisitos para ser marcante nos registros fonográficos. E quem fala para o De terra, campo e galpão sobre esse trabalho e suas características é Silvério Barcellos:


Por João Cléber Caramez
1- Como foi a concepção deste trabalho intitulado "Meu canto - poemetos de campo"?
Conheci o poema de Eron Vaz Mattos “Meu Canto” em 2004 através do amigo Guilherme Collares. Depois fui presenteado com o livro por Sérgio Carvalho Pereira, em uma visita a sua casa. Li repetidas vezes esta obra e sempre a julguei fortíssima e genuína, como obra poética Riograndense. Até que uma tarde, em minha casa, o grande poeta e recitador Xiru Antunes me fez o convite para gravar-mos este trabalho. Ele mostrava-se preocupado com o que os interpretes estavam gravando em nível de poesia e não gostaria de ver a obra de Eron Vaz Mattos longe do acesso as pessoas. Liguei então para o Eron pedindo permissão para trabalhar em seus versos e ele de pronto me autorizou na realização deste projeto. Dividimos o poema todo então em 4 partes, que eu chamo de movimentos, e começamos a colocar o clima certo em cada movimento, buscando a “cor”e a cadência mais apropriada a cada parte do poema.


2- Fale um pouco deste trabalho, como ele será desenvolvido e o que representa para a tua carreira?

Este trabalho sinceramente não possui uma pretensão comercial forte. Não está relacionado com gravadoras e a tiragem foi bem modesta, mas sei certamente que é de grande importância como registro fonográfico e poético para a cultura do Rio Grande do Sul. É um projeto independente de Eron Mattos, Xiru e eu e só é encontrado a venda conosco mesmo. Sinto-me honrado em ter sido convidado e em possuir afinidades com essas pessoas tão importantes para a nossa arte. Nos discos que já gravei em minha carreira como guitarreiro, este sem dúvida possui lugar de destaque no que diz respeito a identidade cultural gaúcha.

3- Como será a divulgação, já que é bastante recente e como tu acreditas que as pessoas receberão este trabalho?

Temos feito lançamentos. Já realizamos em São Lourenço e em São Gabriel. Dentre em breve será em Pelotas e Bagé. Pode ser que Porto Alegre entre no roteiro, mas estas cidades estão em nossa preferência para os lançamentos. Está sendo divulgado nos festivais nativistas do estado e em Santa Catarina e em shows como o de Lisandro Amaral com o qual também trabalho. Como disse, é independente, mas estamos contentes com a procura e a aceitação do público. Os comentários estão sendo ótimos a respeito.


Cartaz de lançamento do CD - Meu canto

4- Tu acreditas que os poemas tem poucos espaços (locais, festivais) para serem apresentados porque a música é dominante?

Sim. Creio que os poemas poderiam ter mais espaços, mas não como festivais nativistas, mas algo mais introspectivo como nas salas de música e em teatros deveriam ter maior atenção dos administradores. Não só o poema gaúcho e de campo mas a poesia em geral, latinamericana, brasileira, espanhola, portuguesa,francesa, de boa qualidade.

5- Existe uma projeção para um eventual segundo trabalho entre essa parceria?
Existe sim. É a seqüência desta obra. Estive na casa do Eron em Bagé onde ele me mostrava o prosseguimento. Meu canto II. Tão emocionante quanto este primeiro. Está sendo escrito por ele, mas com muito cuidado e sem pressa para concluí-lo. Com todo talento e a sabedoria que ele possui. Já autorizou Xiru e eu a gravar esta seqüência.






O poeta Eron Vaz Mattos



6- Como é a tua convivência com os grandes poetas Xirú Antunes e Eron Vaz Mattos?
A convivência é maravilhosa. Conheço a uns 10 anos Xiru Antunes e sempre tivemos uma estreita amizade, afinidade musical e poética. Diria espiritual mesmo. Foi o Xiru quem me apresentou ao Eron a alguns anos e dali, sempre que vou a Bagé, reservo uma tarde para visita-lo. Temos muitos outros amigos em comum e sempre fomos muito sinceros em nossa amizade. Assim será por muitos anos tenho certeza.

7- Tu acreditas que os "poemetos de campo" podem ser mais valorizados na mídia e que novos poetas e declamadores possam seguir os rastros de grandes ícones como Jayme Caetano Braun?

Certamente os poemetos de campo devem ser mais valorizados. Os programas nativistas das rádios seguem sempre os mesmos interpretes, não vejo renovação no repertório e nem na formula musical que é empregada pelas rádios. Os poemas devem com certeza ser mais valorizados. Quanto sobre outros poetas seguirem o rastros dos grandes, já é mais complicado, pois não basta querer escrever, tem que ter o dom da palavra e muita cultura literária. Não basta somente colocar no papel palavras já usadas por outros simplesmente mudando a ordem delas. Tem que ter uma base cultural forte e ainda ter o dom da poesia, não da palavra fria simplesmente colocada no papel. Se tiver este talento, o reconhecimento vem ao natural, sem imposições.



Xirú Antunes: declamador desta obra

8- Conte um pouco para nós sobre o papel desempenhado pelos amadrinhadores em uma declamação e a sua importância neste contexto?

Ser em exímio instrumentista não é prioritário para ser um bom amadrinhador, mas gostar de ler poesia. Compreender o sentido que o poeta quis dar ao poema. Ter o habito de ler, sentir as expressões certas, as pausas, as dinâmicas e a “cor” que o poema pede é muito importante. É o poema que pede o tom e o modo a ser trabalhado, não é imposto pelo guitarreiro, o poema é quem diz isso a ele.

9- Deixe um chasque para aqueles que admiram os trabalhos poéticos como este e os teus contatos.

Mais importante que o nome das pessoas envolvidas na obra serem reconhecidos futuramente ou não, é os sentimentos que o trabalho deixa em cada pessoa. Creio que o maior triunfo de um poeta ou de um arranjador seja quando os versos dele fiquem populares a tantos que a autoria já nem importe, que se torne de domínio público, fique para o folclore. Assim como um bom arranjo. Creio que ai sim o poeta atingiu seu objetivo. A de fazer poesia pela poesia.

Silvério Barcellos
sbbarcellos@gmail.com






Retratos de um fundamento através da música

Fabrício Marques é um jovem intérprete que ganha cada vez mais destaque no cenário nativista através de suas constantes participações. Com isso, as premiações são resultados de um trabalho em que o amor pelo campo e por cantar suas verdades se confundem. Dessa forma, venceu no ano passado a 5ª Galponeira de Bagé, com a composição Frio de Maio, em parceria com Fábio Maciel. Como essa união rendeu um grande resultado, este ano, na 4ª Nevada da Canção de São Joaquim, a parceria venceu o festival com a composição Que pecado, parceiro.
Com trabalhos que passaram pelos palcos dos festivais do nosso estado, Fabrício Marques chega com seu novo trabalho e conta em maiores detalhes a sua vida na música, as amizades reculutadas pelo tempo e o que virá na sequência nesta entrevista cedida ao De terra, campo e galpão:

Fabrício Marques

Por João Cléber Caramez

1- Como começou a tua carreira no nativismo?

Bueno, o gosto pela música e a temática campeira trago de berço, minha família materna é rural e cresci escutando meu avô e meu tio tocando e cantando. Aos 12 anos ganhei um violão, quando ainda morava em Canguçu, onde fiz as primeiras aulas. Mas foi só em Pelotas (aos 17 anos) - quando fazia o curso técnico em Agropecuária no Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), junto com Henrique Ugoski Novack “In memorian” e Andrigo Xavier - que a coisa foi ficando mais séria e quando percebemos estávamos tocando na noite, em bares e restaurantes, a exemplo do Rincão Nativo - de Pelotas - que além de ter sido a primeira casa que nos abriu as portas, foi um dos patrocinadores do meu 1º CD.

2- Pela tua presença constante nos festivais, fale um pouco sobre a tua trajetória nestes palcos.

Em 1999 participei do meu primeiro festival, 7º Chamamento da Arte Nativa em Santana da Boa vista, defendendo a marca: Campeiro e Fronteiriço, a convite do Jari Terres e por indicação do Joca Martins (eu era aluno dele na época), pouco tempo depois classifiquei a minha primeira composição autoral, Na alma da noite, em parceria com Roberto Luçardo no XIII Terra e Cor de Pedro Osório.
De lá pra cá já se vão 10 anos (alguns mais, outros menos produtivos), mas, continuamos levando nosso trabalho com seriedade e acima de tudo amor pelo que fazemos, isso é o mais importante!

“Se for pecado sentir, perdoem o que proclamo,
Só canto àquilo que amo, pois não preciso mentir”

Premiação em Bagé: Frio de maio, grande vencedora


3- Tu tens viajado para fora do estado, como na Nevada da Canção, em SC, tens notado alguma diferença em relação à forma como cultivam o nativismo, como é a receptividade?

Pois é, ano passado eu classifiquei na 16ª Sapecada de Lages a composição Cacimba e vertente em parceria com Martin César Gonçalves, João Bosco Ayala Rodrigues e Éverson Maré, mas como eu estava num intercâmbio acadêmico em Portugal (onde aproveitei para divulgar meu trabalho também) não pude comparecer no evento.
Já esse ano, novamente classificamos uma marca num festival catarinense, dessa vez na 4ª Nevada de São Joaquim, onde tivemos a felicidade de ganhar o festival com a composição Que pecado, parceiro em parceria com Fábio Maciel e André Teixeira. Me faltam palavras para descrever quão bem fomos recebidos, mas nem vou citar nomes para não correr o risco de cometer alguma injustiça deixando alguém de fora.
Quanto à maneira com que cultivam a arte nativa, pelo fato da serra catarinense ter sido caminho e pouso de tropas, se nota essa “identidade tropeira” bastante viva nas obras deles... Nada mais verdadeiro e natural em se tratando de NATIVO (ismo) né?!... E também não posso deixar de citar aqui o trabalho dos “guris” do “Quarteto Coração de Potro” que há tempos mantém uma parceria forte com o Rogério Villagran e vêm se destacando cada vez mais nos nossos palcos, me confesso fã do trabalho deles.

Que pecado, parceiro, vencedora da Nevada: mais uma parceria com Fábio Maciel

4- Fale um pouco sobre este 2º CD - "Meu fundamento" e como esta à divulgação e a receptividade das pessoas?

Bom, esse trabalho novo segue a mesma linha do “Por Ser Assim”, tanto nos temas, arranjos, ritmos... Quanto nas participações especiais, enfim, na sua identidade. Também é basicamente autoral, com apenas quatro músicas de outros colegas dentro das 14 faixas do CD.
A receptividade, por vezes tem até superado as expectativas, como no caso do Lançamento Oficial em Pelotas durante a 7ª Bailanta Gaúcho e Prenda, em que várias pessoas da platéia sabiam as músicas “decor” e cantavam junto com a gente.
Já a divulgação está por nossa conta, contando com a Produção da Terruña – Assessoria de Comunicação e Marketing - Porque depois de muito negociar com as “Exploradoras”, resolvi fazer um disco independente...
Felizmente está indo bem, pela facilidade de comunicação que a tecnologia nos permite hoje, não existem mais distâncias. O que fica um pouco prejudicada é a distribuição, mas a gente sempre anda com o trabalho junto em todo e qualquer evento em que nos façamos presentes. Do contrário, vendo pela internet também, o pessoal faz um depósito bancário e a gente envia o CD pelo correio.

Ao lado de Raineri Spohr, que faz participação do "Meu fundamento"

5- Como é a tua relação com outros músicos e compositores?


Chê, é ótima, é “Aaaaallllge” (quem não entender aguarde e siga acompanhando nossos festivais que em breve entenderá, hehe)...
Mas, mais do que isso, é extremamente necessária. Ninguém trabalha sozinho, e eu não sou diferente, basta ver que raras são as composições que faço letra e melodia, mas ainda assim necessito do trabalho dos músicos para arranja-las e executa-las. Eu costumo dizer, quando apresento a banda nos shows, que ELES são o MEU FUNDAMENTO, e é a mais pura verdade. Se hoje eu começo a ter uma certa notoriedade sem dúvida nenhuma devo isso a eles, a eles e aos outros “ermãos” que me dão a honra de dividir uma parceria e/ou o palco.
Novamente não citarei nomes pelo mesmo motivo...

Capa do seu 2º CD - Meu fundamento

6- Como é a tua relação com a mídia? Existe espaço para a divulgação do nativismo nos veículos de comunicação ou ainda precisamos melhorar nessa questão?

Bem, conforme comentei anteriormente, as facilidades tecnológicas hoje são imensas, com a Internet não existem mais fronteiras nem distâncias, um exemplo bárbaro disso foi ano passado quando, novamente numa parceria com o Fabinho (Fabio Maciel), e melodia do Juliano Moreno, tivemos satisfação de sacar o 1º Lugar e Melhor Poesia da 5º Galponeira de Bagé com a composição Frio de Maio, a qual escutei direto de Lisboa enquanto proseava pelo “msn” com o Dé Oliveira, músico, que na época morava em Sopot (Polônia) e também estava acompanhando o festival.
Só relato esse fato para mostrar a dimensão da divulgação que a “rede” nos proporciona. Eu tenho e defendo o uso de todas essas ferramentas que podem nos auxiliar nesse trabalho (Orkut, Msn, MySpace, PalcoMp3, Facebook)... Isso sem citar os Blogs e Sites que fazem a cobertura de nossos eventos junto com as emissoras de TV e Rádios (da web ou não) que nos dão um baita apoio.
Enfim, com todas essas facilidades, só não se divulga quem não quiser. Óbvio que uns tem mais acesso que outros, mas cabe a nós ir atrás desses espaços.

Durante show de lançamento do CD, ao lado de Cícero Camargo

7- Quais são as tuas referências e influências para desenvolver o teu trabalho musical?

“Por Ser Assim, venho de alma e rédeas em punho, estradeando um canto que, por terrunho, segue cruzando vaus e picadas, quebrando geada nas madrugadas, seguindo o rastro “dos que outrora foram culatra e que agora são os ponteiros dessa jornada...”
São os que o campo, por soberano, escolheu decerto pelo tutano, pra serem “ele” nas pulperias, chio de cambona nas manhãs frias, canto de sanga, mato e banhado, tinir de argola e berro de gado...
Não só por gosto, mas por vivência trago pulsando a minha querência em cada veia, pelo meu cerno, num cantochão que será eterno...
Pelas verdades que canto e falo sei que a cultura “tá” de a cavalo graças a esses índios pampeanos, respeitem Jaime, Noel, Aureliano... Porque Assim Cantam os Galos...”
Acho que com esse fragmento da apresentação que fiz para o Meu Fundamento, respondo essa questão.

8- Fale um pouco também do teu 1º CD - "Por ser assim" e qual é a música que mais te marca?

O “Por Ser Assim”... O nome desse disco já diz muito, meio que fala por si...
A minha grande preocupação nesse trabalho era “me apresentar”, era mostrar pra pessoas “o que e porque canto”, nunca desperdicei meu tempo pensando se iam gostar dessa ou daquela música, se iam gostar ou não do meu timbre, das minhas interpretações, gosto é uma coisa muito particular e que não se discute; Eu também não gosto de muito do que escuto, em contrapartida, gosto de muitas coisas que várias outras pessoas não gostam. Enfim, o que realmente me preocupava era se eu iria ou não conseguir passar para quem escutasse que aquilo tudo que ali estava gravado era sincero e verdadeiro, felizmente, pela receptividade que o cd teve vi que sim, vi que aqueles que tiveram contato com o trabalho entenderam o que eu queria e mais que isso, deram o aval que eu precisava para seguir trabalhando. E não importa quantos foram, importa é que com o que sinto, consegui tocar o sentimento das pessoas...
É... O “Por Ser Assim” cumpriu seu papel!!!

Capa do 1º CD - Por ser assim

9- Quais são os teus planos, principais objetivos para a sequência da carreira?

Meu principal objetivo é seguir fazendo o que gosto, compondo e cantando temas que me toquem e principalmente dividindo estas composições e o palco com meus “irmãos de alma e arte” e dedicando esse trabalho para aqueles que respeitam e entendem o que a gente quer passar. Pois com toda certeza o melhor de tudo que já conquistei nesse meio musical foram as amizades, tanto dentro quanto fora do palco, em cada rincão que a gente apeia vamos dividindo experiências, convicções e verdades e assim multiplicamos nosso “saber pequenininho” e temos a oportunidade de aprender muito com quem nos escuta e admira... Eu não tenho fãs, tenho amigos que compartilham das minhas verdades e por isso mesmo se identificam com meu canto.

10- Deixe um chasque para todos aqueles que te admiram e os teus contatos.

Bueno, a bem da verdade eu não me considero um artista e sinceramente nem quero me sentir assim... O que eu sou é um apaixonado pela minha terra que tento, à minha maneira, defender aquilo que acredito.

“Talvez nem seja poeta
Mas me permito cantar
À quem quiser escutar
O que me agrada ou inquieta”

... Ninguém me tira o direito de expor meus pensamentos, então se acheguem por um momento, desencilhem no oitão e escutem com coração o que diz MEU FUNDAMENTO!

Baita abraço, e gracias pelo carinho!

CONTATOS:

MSN: fabriciomarques7@yahoo.com.br
CEL: (53) 9112-2798
MySpace: http://www.myspace.com/fabriciomarques7
PalcoMp3: http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/fabriciomarques/
Orkut: Fabrício Marques
Comunidade: Fabrício Marques
Contato p/ shows: Terruña Assessoria de Comunicação e Marketing – (53) 3028-3230 / (53) 8125-0143 c/ Vitor

André Teixeira no Estância de São Pedro


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Folclore Nativo no Bom Dia Campo, do Canal Rural

O grupo Folclore Nativo, de Sorocaba-SP, estará na manhã desta quarta-feira no programa Bom Dia Campo, ao vivo dos estúdios do Canal Rural em São Paulo. O programa vai ao ar a partir das 7h.
Confira um pouco da história deste grupo que tem uma proposta diferenciada e está conquistando o seu espaço:

O grupo Folclore Nativo, formado há três anos por músicos de várias vertentes, pretende conquistar o mercado musical sem perder suas características essenciais: um grupo de música regional que resgata a cultura brasileira, através de suas músicas nativistas, embora tenha conquistado, também, apreciadores de outros estilos da música.
A dedicação à música tradicional do Rio Grande do Sul deve-se a paixão do grupo Folclore Nativo por esse estilo de canção. Dois de seus membros, Ângelo e Bruno, nasceram naquele Estado, e os outros são gaúchos de coração, como afirmam: "Ser gaúcho não significa ter nascido no Rio Grande do Sul, mas seguir as tradições e levar essa cultura adiante".
Em Janeiro de 2008, conquistaram dois prêmios no VI Festival Cante uma Canção em Vacaria no Rio Grande do Sul:
1° Lugar como a Música Mais Aclamada Pelo Público, com 649 votos;
3° Lugar na classificação geral.
O Festival é realizado como parte integrante do Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, um dos mais respeitados do país. É também um rodeio cultural, que promove diversos concursos que valorizam a tradição gaúcha como: declamação de poesia nativista, competições de violão, gaita, chula, etc.

Três de suas composições regionais já conquistaram prêmios no Festival Prêmio Sorocaba de Música:
"De Paulista pra Gaúcho" ficou em segundo lugar em 2006;
"Sonho Real" recebeu o prêmio de melhor arranjo em 2007;
"A Melhor das Tristezas" foi classificada como música mais aclamada pelo público em 2008.
Eles acreditam que, pelo fato de terem estudado a música erudita, conseguem fazer um som bem próximo do que é usado no Rio Grande do Sul. "O fato de sermos de Sorocaba é uma coincidência, já que a cidade tem laços históricos com o Rio Grande do Sul. É importante ressaltar que nossas composições são regionais, mas com características da música erudita e com elementos de São Paulo".
Conforme os compositores Rica Silva e Ângelo Varella, além das composições regionais, o grupo tem canções de outros estilos. E já conquistaram primeiro lugar em festivais de música sacra.O grupo Folclore Nativo, formado há três anos por músicos de várias vertentes, pretende conquistar o mercado musical sem perder suas características essenciais: um grupo de música regional que resgata a cultura brasileira, através de suas músicas nativistas, embora tenha conquistado, também, apreciadores de outros estilos da música.

Veja mais no site www.folclorenativo.com.br

Raineri Spohr no Estância

Nesta quinta-feira, dia 21, o Estância de São Pedro (Rua João Alfredo, 387, Cidade Baixa, Porto Alegre) tem a presença do cantor Raineri Spohr, que traz em seu show, canções do seu CD "Por campo e galpões. O evento tem início por volta das 21h.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Luiz Cardoso - Pátria Gaúcha


Numa obra que aponta na direção tanto do nativismo quanto da música gaúcha tradicional, Luiz Cardoso concebe Pátria Gaúcha exatamente com o intuito de quebrar esta fronteira imaginária. Há espaço para o genuíno apego à terra e à prenda, como em "Meu Pedaço do Rio Grande" e "Ranchito de Campo". Também há a sina do gaúcho andejo, como bem mostra "Voltando Pras Casas" e o culto à genuína amizade em "Pra Um Matear Amigo". Enfim, tudo a que o gaúcho dá mais valor está neste CD, simples e nobre.
Maio/2009

01 - Meu Pedaço do Rio Grande

02 - Ranchito de Campo

03 - Pátria Gaúcha

04 - Voltando Pras Casas

05 - Folga de Domingo

06 - O Amor

07 - Alvorecer

08 - Morena do Amanhecer

09 - Pra Um Matear Amigo

10 - Mate da Espera

11 - Essas Mágicas Mulheres

12 - Romance da Potra Estrela
Fonte: Gravadora Vertical

Jean Kirchoff e Ita Cunha - Nos festivais


Em paralelo à sua carreira discográfica conjunta, Jean Kirchoff e Ita Cunha são frequentes finalistas de festivais pelo Rio Grande afora. Este disco é uma prova irrefutável deste fato, onde só aparecem músicas de destaque no circuito, seja interpretadas em conjunto, seja pelos artistas em separado. A qualidade das composições é uma premissa básica, pois já foram premiadas. Mas o requinte dos arranjos registrados neste CD são o grande diferencial, como provam especialmente "O Laçador É o Paixão", "Pedro Pobre" e "Rincão de Posteiro".Março/2009
01 - O Laçador É o Paixão
02 - Pedro Pobre
03 - Da Estância Marca de Cruz
04 - Caborteira
05 - Sou de Campo (Mano Velho)
06 - Rincão de Posteiro
07 - Porongos, Traição ou Coincidência
08 - Trocando as "Vaca" de Campo
09 - No Ermo das Noites Largas
10 - A História na Estampa
Fonte: Gravadora Vertical

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Procedência: novo CD de César Oliveira e Rogério Melo

Projeto do novo CD da dupla


A dupla César Oliveira e Rogério Melo trabalha em um novo projeto musical: o CD "Procedência". Esse trabalho será composto de dois discos, um deles com composições de Rogério Villagran que serão interpretadas por César Oliveira e outro com composições de Anomar Danúbio Vieira e a interpretação de Rogério Melo. Cada um dos discos conta com a interpretação do dueto em 5 faixas.


A chegada do CD está prevista para o mês de julho:


"Apegos e anseios do meu canto"


Rogério Villagran


César Oliveira


"Regional"


Anomar Danúbio Vieira

Rogério Melo

César Oliveira e Rogério Melo: 1º disco duplo


Fonte: Blog Pulperia




terça-feira, 12 de maio de 2009

Raineri Spohr - Informativo


Pré lançamento do CD "Gaúchos" no Estância de São Pedro

Nos dias 15 e 16 de maio, Robledo Martins e Rui Carlos Ávila fazem o pré lançamento do Cd "Gaúchos" no bar e restaurante Estância de São Pedro em Porto Alegre.No Show, clássicos da música Gaúcha e uma prévia do que vêm por ai com o lançamento do "GAÚCHOS", que vêm sendo considerado como uma grande expectativa e estará nas lojas a partir de Junho. Robledo Martins e Rui Carlos Ávila apresentam o "Gaúchos", com a banda que os acompanha, na próxima sexta e sábado pós 22 horas no Estância de São Pedro em Porto Alegre.



Quando: 15 e 16 de Maio (Sexta e Sábado)
Hora: Pós 22 horas
Onde: Estância de São Pedro [Rua João Alfredo 383, quase esquina com a República, Cidade Baixa em Porto Alegre]
Reservas: (51) 32263082



Aline Ribas
Produtora Executiva Gaúchos
Robledo Martins & Rui Carlos Ávila
(53) 91426167
(53) 91444494
producaogauchos@hotmail.com

Cristiano Quevedo - informativo


sexta-feira, 8 de maio de 2009

CEVANDO UM MATE


PROGRAMA CEVANDO UM MATE

A região de Santa Cruz do Sul , agora possui um espaço reservado para o Nativismo na TV , o PROGRAMA CEVANDO UM MATE . O programa tem direção e apresentação do Jornalista Valdemar Mancilhas , profundo conhecedor da arte musical gaúcha e dos usos e costumes do nosso povo , na produção executiva deste projeto está a Virtual produtora , empresa com grande destaque no ramo audiovisual da região.


( Matias Moura e Valdemar Mancilhas na gravação do programa)

CEVANDO UM MATE , é veiculado pelo canal 20 da NET , Santa Cruz do Sul , com exibições , Sábado , Domingo e Segunda , em diferentes horários , além disso o programa vem buscando acompanhar os avanços tecnológicos , está sendo preparado para ser exibido também na internet.

" o programa cevando um mate , é um espaço que nós criamos para que as pessoas que trabalham com cultura gaúcha no nosso estado possam mostra seu trabalho na TV " diz Mancilhas.


( Grupo Os Urutau fazendo mais uma apresentação no CEVANDO UM MATE)

SE você é músico e quer divulgar seu trabalho na TV , entre em contato conosco.

Matias Moura email e msn .matias.moura@hotmail.com

Fone: 93472503 , ou 3056-2994 ( Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul)

Valdemar Mancilhas email e msn mancilhas@bol.com.br

Fone: 96912373 , ou 21074140, ou3715-7100.


Te esperamos CEVANDO UM MATE .

MATIAS MOURA DE CAMPO E ALMA DIVULGAÇÃO.