sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quem faz o espetáculo nos bastidores

Trabalhos como produção e assessoria de imprensa se destacam na música regional


Nativismo sempre esteve relacionado aos homens. A música trata de temas comuns ao homem campeiro; fala da sua querência, de seus cavalos e também de seus amores. Trazer este cenário ao palco dos festivais era praticamente exclusividade dos intérpretes e compositores masculinos, já que grande parte do conteúdo reportava ao cotidiano desses homens de campo. Algumas exceções existiam, como Oristela Alves, Maria Luíza Benitez, Analise Severo, Fátima Gimenez, Loma, etc.

Com a presença constante das temáticas livres, mais abertas, que não precisam ter a preocupação de abordar o campo e suas peculiaridades, o nativismo atual aumentou o espaço das mulheres como intérpretes e compositoras. É o caso de Shana Müller, que ganhou destaque nos festivais como intérprete, além de várias premiações que a tornaram referência na área. Além dela, outras cantoras têm participado neste meio, apesar de atuações discretas. Ainda podemos destacar instrumentistas talentosas, como a violinista Clarissa Ferreira que teve a oportunidade de demonstrar como um violino pode abrilhantar esse tipo de trabalho.

Também não podemos esquecer daquelas que trabalham nos bastidores, atrás do palco, no auxílio daqueles que fazem o espetáculo. E, para surpresa de muitos, elas são muitas. Aline Ribas, produtora da dupla Robledo Martins e Rui Carlos Ávila é um exemplo de como as mulheres podem contribuir de forma muito positiva para o nativismo. Outro grande exemplo é a produtora Mariana Ferreira, que trabalha com grandes músicos como Luíz Marenco, Aluísio Rochemback e outros. Ela falou ao De terra, campo e galpão sobre a sua profissão, como é este trabalho e o seu gosto pelo ofício. Também entrevistamos a assessora de comunicação da dupla César Oliveira e Rogério Melo, Mariana Pires, que retrata como são as relações profissionais desses que são o grande suporte ao artista e que trabalham atrás das cortinas. Veja a entrevista:


Por João Cléber Caramez


1- Como tu vê a participação das mulheres no meio nativista hoje, em relação à anos atrás?


Mariana Pires - Não faz muitos anos (mais especificamente seis anos) que estou envolvida com o mercado da música regional, então não posso fazer um retrospecto baseado na minha experiência pessoal. No entanto, este meio, tal como um reflexo da sociedade, impõe constantes desafios às mulheres que nele trabalham. Acredito que as mulheres tenham que fazer um esforço maior e lutar muito mais para conseguir o mesmo respeito profissional dedicado de maneira extensiva aos homens.


Mariana Ferreira - Não tenho muito conhecimento de como as coisas funcionavam antes, mas acredito que hoje, como em todas as áreas, o trabalho feminino vem ganhando seu espaço. A profissionalização da mulher é crescente e por isso estamos “aparecendo” mais.


2- Qual é a importância do trabalho desenvolvido por um produtor?


Mariana Pires - Acho importante explicar que minha principal atividade na De Fronteira Produções está relacionada à Assessoria de Imprensa e Comunicação. Neste sentido, atendo todas as mídias que interagem conosco e faço o planejamento e execução das atividades de marketing/comunicação de César Oliveira e Rogério Melo. Aliado a isso, também atuo como produtora executiva, um trabalho que consiste basicamente em organizar as atividades e demandas da carreira do artista. Outras pessoas também participam do trabalho de produção em nosso escritório: Pierre da Luz, diretor comercial, e Cesar Dutra, que faz a frente de produção nas viagens. Ou seja, a produção em nossa empresa é feita por uma equipe de pessoas que se completam trabalhando em segmentos diferentes.


Mariana Ferreira - Somos responsáveis por boa parte do sucesso de nossos artistas. É preciso ter muita cautela, dedicação, envolvimento e principalmente acreditar nas pessoas e no trabalho que você esta representando. Um artista não vive sem um produtor, e vice – versa.


3- Esse trabalho é reconhecido pelas pessoas ou é mais de bastidores?


Mariana Pires - De um modo geral, o trabalho de quem produz aparece apenas para quem freqüenta os bastidores. O público muitas vezes não faz idéia da estrutura que existe por trás do artista, mas todos aqueles que são profissionais do meio estão habituados a esta dinâmica.


Mariana Ferreira - Não muito, mas a quem importa é bem visto. Na verdade um produtor não deve mesmo aparecer e sim fazer com seu artista, conseqüentemente seu trabalho, seja visto e reconhecido por todos.


4- Porque essa função tem sido desempenhada, mais constantemente, por mulheres?


Mariana Pires - É difícil pensar em um único motivo para isso. Acho que existem múltiplos fatores. Primeiramente, percebo que muitas das mulheres que atuam como produtoras são as esposas dos músicos, o que, me parece, ocorre por duas razões: para evitar uma superexposição do artista no dia-a-dia das negociações e do atendimento a diversos públicos; e um segundo motivo seria um conflito algumas vezes existente entre a “alma de artista” e a necessidade de administrar e tomar decisões práticas. Existem exceções, evidentemente, como o próprio caso do César e do Rogério que sempre conduziram a administração de sua carreira, mas, em grande parte, percebo que os músicos, os artistas, têm dificuldades neste sentido e suas mulheres desempenham as atividades de produção.

Evidentemente, também existem no meio várias profissionais que construíram sua trajetória trabalhando com diferentes artistas de maneira independente. Mas não creio que possa afirmar que função tem sido desempenhada mais constantemente por mulheres, pois existem inúmeros homens que são produtores e/ou empresários e ocupam um espaço destacado.


Mariana Ferreira - Acho que não tem nenhum dom ou uma característica especifica que destaque a atuação feminina, é na verdade um crescente mundial. Como a mulher gosta de se comunicar este é um trabalho que nos traz grande satisfação, pelo menos para mim é assim que acontece.


5- Tu achas que o nativismo é ainda muito restrito às mulheres ou isso é mito?


Mariana Pires - Certamente não é mito, pelo menos no que se refere à música. A quantidade de artistas mulheres, sejam instrumentistas ou cantoras, é infinitamente menor que a de homens. Há também pouca renovação das artistas mulheres, poucos nomes de expressão surgiram nos últimos anos, como é o caso da Shana Müller, por exemplo. A maior parte dos nomes que pensamos quando se trata de artistas mulheres são os há vários anos - como Fátima Gimenez, Maria Lúcia Benitez, Berenice Azambuja - artistas que talentosamente seguem sendo referência.


Mariana Ferreira - Talvez seja restrito porque as mulheres ainda não tenham despertaram para isso, não vejo nenhum bloqueio. Sou sempre muito bem recebida e respeitada por todos, homens e mulheres. Lembrando que respeito é algo que cada um conquista e impõe. Se você respeitar, será respeitado.


6- Tu gostas de exercer essa função? Qual é a maior recompensa nesse trabalho?


Mariana Pires - Gosto muito do que faço. Muito mesmo. Este trabalho recompensa a gente continuamente a cada aplauso do público, a cada lançamento de CD, a cada espaço conquistado na mídia; porque sabemos que pudemos colaborar ao menos um pouquinho para o êxito do artista. Ao longo dos anos, trabalhei com inúmeros nomes, seja como produtora do Instituto Estadual de Música, seja como divulgadora da Gravadora ACIT, e sempre tive um retorno positivo do trabalho, mas esta etapa junto a De Fronteira Produções tem sido especialmente gratificante pelo nível de profissionalismo de todos, pela excelente estrutura que dá suporte ao trabalho e principalmente, pelo talento de César e do Rogério, que é expresso não só musicalmente, mas no trato com as pessoas, na administração da carreira, no planejamento de marketing, etc.


Mariana Ferreira - Sim, e muito. Saber que seu produto, no meu caso, os artistas com quem trabalho, são reconhecidos e suas carreiras em um caminho correto e estruturado é a maior recompensa que podemos esperar.


7- Qual é a importância dos meios de comunicação (internet, rádio, etc) para o sucesso de um produtor?


Mariana Pires - São absolutamente fundamentais. Desde que a comunicação social passou a mediar a sociedade é que os artistas ganharam maior visibilidade e notoriedade. Ter algum tipo de media trainning é indispensável para todos aqueles que trabalham como produtores, pois divulgar o artista e fazer com os que os espaços da mídia sejam ocupados da maneira mais adequada e proveitosa possível é uma tarefa da área de produção. Hoje, mais do que nunca, a divulgação – amparada por uma relação fluída e saudável com os veículos de comunicação – é uma ferramenta estratégica de extrema valia.


Mariana Ferreira - Importantíssimos, eu mesmo utilizo muito a internet para ficar informada, tirar duvidas e divulgar meus artistas. Tudo o que tiver como base a informação é fundamental para qualquer tipo de trabalho, principalmente para o nosso.


8- Como é a tua relação com outros produtores?


Mariana Pires - Muito boa. Só não é mais próxima pela falta de tempo que a correria do trabalho nos impõe.


Mariana Ferreira - Sou produtora de Luiz Marenco e Aluisio Rockembach. Nossa relação é fundamentalmente aberta e de muita confiança, pois sou eu quem mostra e divulga a todas as pessoas a maneira como eles devem ser vistos e a qualidade de seus trabalhos.


9- Deixe um recado final.

Mariana Pires - Meu recado se destina aquelas pessoas que tem interesse em trabalhar na área de eventos: ao contrário do que muitos erroneamente pensam, este trabalho requer tanta dedicação e tanta seriedade em sua execução quanto qualquer outro. Ou seja, não dá para confundir o ambiente festivo no qual muitas vezes trabalhamos com o trabalho. Profissionalismo, conduta adequada e atitudes sérias são pilares do qualquer atividade profissional, e este meio não se foge a regra.

Mariana Ferreira - Mensagens não são o meu forte, mas gosto muito destes dizeres de Raul Seixas e acho que simplifica bem o papel do produtor com seu artista... “ Um sonho que se sonha só, é só um sonho, mas o sonho que se sonha junto é realidade” ...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais indicações ao Prêmio Grammy Latino

Ainda neste ano, tivemos a alegria de ver o grupo catarinense Pátria Sulina na disputa de um prêmio internacional. Veja matéria publicada por ZH em 28 de agosto.
Nativismo lageano disputa o Grammy Latino
Pátria Sulina concorre a uma indicação ao prêmio internacional com o seu segundo CD, Campanha, lançado em agosto de 2008

A música de Santa Catarina pode ser reconhecida neste ano como uma das melhores do mundo. Pela primeira vez, o Estado terá um representante no Grammy Latino que, a exemplo do Oscar para o cinema, premia os talentos musicais e os projeta para o planeta inteiro.Quem defende a bandeira catarinense no concurso internacional é o Pátria Sulina, de Lages. Fundado em 14 de outubro de 2004, o grupo apresenta canções nativistas que falam da terra, da natureza, da lida campeira, do tropeirismo, da história, da família, de Deus e do homem como ser que evolui para realizar boas ações durante a vida.
A ideia de montar o grupo partiu de seu fundador, Adriano Posai, de 31 anos, que há 20 tem uma ligação direta com o tradicionalismo, desde que dançava num Centro de Tradições Gaúchas (CTG).Em quase cinco anos de história, o Pátria Sulina gravou dois CDs. O primeiro, intitulado Com a força livre do Sul, foi lançado em 2006. O segundo, Campanha, saiu em agosto do ano passado.E foi este trabalho que chegou aos ouvidos dos organizadores do Grammy Latino. O álbum conta com as participações especiais de “mestres” da canção nativa, como Luiz Marenco, Nilton Ferreira, Marcelo Oliveira, Pedro Jr. da Fontoura, Bento Ventura e, uma mais especial ainda, a filha de Adriano Posai, a pequena Ana Maria Barbosa Posai.
Com apenas seis anos de idade, ela gravou com o pai a bela Ciclo Eterno, com letra e música de Emerson Goulart, e que fala do amor entre as gerações de uma mesma família. Adriano e Ana Maria emocionaram o público na 8ª Sapecada da Serra Catarinense, evento paralelo à 16ª Sapecada da Canção Nativa, durante a 20ª Festa Nacional do Pinhão, no ano passado. A canção não foi a vencedora, mas integra o CD duplo com as 32 melhores músicas do festival que é um dos principais do mundo no gênero.– Até eu me emociono quando canto Ciclo Eterno com a minha filha. É, sem dúvidas, um dos pontos fortes do nosso trabalho – diz Adriano.
A vaga do Pátria Sulina ao Grammy Latino surgiu quando a organização do prêmio solicitou à Gravadora Vertical, de Caxias do Sul (RS), que indicasse quatro trabalhos na linha regional, que no ano passado teve a dupla Chitãozinho e Xororó em primeiro lugar. Dos quatro indicados pela Vertical, três são do Rio Grande do Sul e um de Santa Catarina, o Pátria Sulina. Tanto o grupo como a gravadora sabem apenas que o álbum Campanha está sendo rigorosamente avaliado no que se refere à obra como um todo, do histórico do material aos arranjos e às fotos. No caso do Pátria Sulina, as fotos do CD foram feitas na Fazenda Cajuru, na região da Coxilha Rica, em Lages, por onde passaram, há 300 anos, inúmeras tropas que eram levadas do Sul ao Sudeste do Brasil. Construída em 1865, a fazenda está tombada como patrimônio histórico de Santa Catarina.– Nos telefonaram para dizer que estamos concorrendo e para pedir alguns dados, mas não deram detalhes de como está a avaliação dos trabalhos e nem mesmo quando será a entrega dos prêmios, o que deve ocorrer até o fim do ano. Mas independente de qualquer resultado, já somos vencedores, pois é um fato histórico para Santa Catarina, e vai proporcionar que a música do nosso Estado passe a ser referência no Brasil e no mundo – conclui Adriano Posai.
Agora, temos a indicação de mais um grupo em uma categoria específica do Grammy Latino. Veja na matéria de Giovani Grizotti, no seu blog Roda de Chimarrão:
Os Serranos na final do Grammy Latino
É com muito orgulho que o blog anuncia: o grupo Os Serranos é finalista na categoria "Best Native Brazilian Roots" (em tradução livre, melhor álgum de música nativa de raiz) ao Grammy Latino. A indicação é pelo álgum 40 Anos, Sempre Gaúchos, que foi gravado ao vivo no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
Embora não seja de música de raiz, o grupo Tchê Guri também concorre na mesma categoria pelo álbum "A Festa", juntamente com o cantor sertanejo Daniel, a banda do Mato Grosso do Sul Tradição e o cantor Mazinho Quevedo.
O feito é inédito para a música gauchesca, uma vez que o Grammy é um dos principais prêmios da música mundial. Embora não concorra na categoria internacional (a categoria na qual Os Serranos e Tchê Guri concorrem foi criada especialmente para o Brasil), esses músicos gaúchos tem motivos de sobra para comemorar. Parabéns tchê!

Sepé Tiaraju, herói da pátria brasileira

Por Alcy Cheuiche*

A primeira boa notícia nos veio no dia 15 de julho de 1608. O rei de Espanha, Felipe III, enviava carta ao governador do Paraguai, Hernandarias de Saavedra, exigindo que os 150 mil índios do Guaíra (atual território do nosso Estado do Paraná) só fossem submetidos “pelos ensinamentos do Evangelho”. Um basta à carnificina que campeava, há mais de um século, em toda a América espanhola. Em consequência disso, foram enviados em missão de paz os padres jesuítas italianos Giuseppe Cataldino e Simon Maceta, os fundadores da primeira redução de índios guaranis, chamada Loreto, em 1610.Às vésperas de comemorarmos os 400 anos do início dessa epopeia, embrião da República Guarani, à qual pertenceram os nossos Sete Povos das Missões, chega de Brasília a segunda boa notícia. O vice-presidente, José Alencar, acaba de sancionar a lei do deputado gaúcho Marco Maia que “inscreve o nome de Sepé Tiaraju no Livro dos Heróis da Pátria”, que fica no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes. E isto, três anos depois de nossa Assembleia Legislativa ter aprovado, e o governador Germano Rigotto sancionado, a lei proposta pelo deputado Sérgio Görgen que reconheceu Sepé Tiaraju como “herói rio-grandense”, nos 250 anos de sua morte.Sepé Tiaraju morreu de lança em punho, no entardecer do dia 7 de fevereiro de 1756, lutando contra soldados espanhóis e portugueses que haviam invadido o território da República Guarani. O local, hoje no perímetro urbano da cidade de São Gabriel, à margem esquerda do Rio Vacacaí, tornou-se lugar de visita obrigatória para todos aqueles que reconhecem a legitimidade da luta dos nossos índios em defesa das suas famílias, dos seus campos e gados, das lavouras de trigo e algodão, das casas e igrejas, daquele sistema socialista cristão de vida em comum, que Voltaire classificou como “um verdadeiro triunfo da humanidade”.E, não por outra razão, a Unesco reconheceu, há cerca de 20 anos, as ruínas de São Miguel Arcanjo como “Patrimônio da Humanidade”. Não apenas um patrimônio de velhas pedras talhadas pelos índios missioneiros, mas, sim, o patrimônio das ideias de justiça social, de respeito às diferenças raciais, de louvor àquele oásis de vida digna em meio ao genocídio de todo o povo pré-colombiano das três Américas.Prefeito de São Miguel Arcanjo, eleito pelo voto de seus concidadãos, Sepé Tiaraju enfrentou legitimamente os invasores portugueses e espanhóis daquele rico território. Três dias depois da sua morte, 1,5 mil índios armados de lanças e poucos arcabuzes, sob o comando de Nicolau Nhenguiru, foram dizimados a tiros de canhão na chamada “batalha” de Caiboaté. Estava aberto o caminho para a destruição dos Sete Povos das Missões, uma utopia de liberdade, igualdade e fraternidade que nunca mais existiu entre nós.

* escritor
*Fonte: ZH - zerohora.com

Sepé Tiarajú no panteão dos heróis do Brasil

Celebrado no Rio Grande do Sul, Sepé Tiarajú agora é herói nacional. Lei sancionada pelo presidente em exercício José Alencar coloca o índio missioneiro no mesmo patamar em que estão personalidades como Tiradentes, Santos Dumont e Zumbi dos Palmares.Oprojeto que transformou Sepé em herói é de autoria do deputado federal Marco Maia (PT). A partir de agora o nome do guarani passa, por lei, a figurar no Livro dos Heróis da Pátria.– Chegou a vez de prestarmos o devido reconhecimento à história de coragem e de luta pela direito à terra de nosso herói Sepé Tiaraju – afirmou o deputado.José Tiaraju era corregedor da Redução Jesuítica de São Miguel – uma espécie de prefeito. Em 1750, os reinos de Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri, obrigando cerca de 50 mil índios cristãos a abandonar suas cidades, igrejas, lavouras, fazendas, gado e terras nas Missões. Insurgindo-se contra esse tratado, Sepé Tiaraju liderou a resistência dos índios guaranis.– Esta terra tem dono – teria dito, segundo a tradição.Sepé Tiaraju tombou em combate no dia 7 de fevereiro de 1756, enfrentando tropas portuguesas e espanholas em Batovi, hoje município de São Gabriel.Três dias depois, 1,5 mil índios foram trucidados na batalha do Caiboaté. O povo do Rio Grande do Sul, por conta própria, viu no herói missioneiro um santo, São Sepé, que virou até nome de cidade.
*Fonte: ZH - zerohora.com

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Canto com a vivência da fronteira

O cantor Juliano Moreno concedeu uma entrevista na manhã de sexta - feira, antes de pegar a estrada rumo a Caxias do Sul. Depois de um belo show, destacou alguns pontos que observou na sua passagem por Santa Cruz do Sul, como o grande respeito das pessoas pelas tradições, pelo crescimento do sentimento gaúcho na Semana Farroupilha e a boa organização da comissão, além da receptividade do público ao seu trabalho. Então, vamos conferir:

Por João Cléber Caramez

Como tu avalias o show, a receptividade do público de Santa Cruz do Sul? Já tinhas se apresentado na cidade?
Nós já estivemos disputando o Enart e também em outras oportunidades. Me sinto honrado por ter participado dessa Semana Farroupilha aqui, no Parque da Oktoberfest, onde mostramos um pouco de nosso trabalho com temas diferenciados que falam da fronteira, um pouco do folclore latino – americano também, coisas que para o público daqui talvez seja novidade e por isso, acredito que essa é uma das virtudes do canto: mostrar coisas novas. Ainda tem uma questão de responsabilidade social em cima disso, trazendo para quem não conhece, alguns clássicos da América Latina e também do nativismo gaúcho, músicas estas que gostamos, ouvimos, ou seja, apreciamos tanto de forma tão demasiada, principalmente por nós que moramos na fronteira e temos essa influência e podemos ter essa vivência de fronteira através da música.




Tu participaste da Manoca, dias atrás, também da Nevada da Canção. Quais são os próximos festivais que estão na mira? Tu falaste do teu novo trabalho, que está para ser lançado no final do ano. Como estão os teus projetos, como vai ser esse terceiro CD?
Graças as Deus estão bem encaminhados, temos festivais pela frente como a Coxilha Nativista, de Cruz Alta onde já estamos classificados, também tem a Vigília, de Cachoeira do Sul, onde também temos música classificada. O projeto do disco novo está em andamento, na fase de produção do projeto onde analisamos o repertório, músicos para as gravações e como costumo dizer, essa analise é tudo. Por isso, deve ser feito com calma, estamos junto com aqueles que me dão assessoria, para fazer um bom trabalho, resgatar as músicas premiadas no principais festivais, que são pouco divulgadas, não chega até as rádios, aos programas nativistas e muitas pessoas não tem acesso. A organização do festival deve se empenhar para divulgar esse trabalho quando é lançado. Poucos festivais mandam o CD para o próprio músico que disputou. Cito como exemplo o Canto Missioneiro, de Santo Ângelo onde tem um compromisso com a gente, mandam o CD, o que pode ser um espelho para outros, porque nós mesmos fazemos a distribuição para os radialistas conhecidos, já que é uma honra para nós que eles toquem a nossa música. Para isso, quero fazer um resgate dessas músicas dos festivais para que mais pessoas possam conhecer o nosso trabalho.


Vamos falar um pouco do teu grupo, esses músicos que te acompanham. Tem outros que tocam contigo? A formação é sempre essa, fala um pouco sobre isso para nós?
Como eu disse no show, ontem: essa gurizada vale ouro! Nesse meio da música nós temos que estar cercados de amigos. Graças a Deus, tenho muitos amigos e os melhores, estão nesse meio, onde nos encontramos quase todos os finais de semana e procuramos fazer daquilo a extensão da casa de cada um. Eu me sinto grato em tocar com o Marcelo Holmos, com o Glauber Moreira, do contrabaixo e também com o Inseto (Marcelo Nunes) e também com a companhia do amigo Márcio Rodrigues, poeta de Livramento, que inclusive tocou comigo na Manoca. Improvisamos o grupo para esse show, já que temos vários espetáculos rodando pelo estado e temos músicos que estão tocando com outros intérpretes. Então, achamos meios para mesclar que ficasse bom para todos, que ninguém perdesse em qualidade. Um ajuda o outro, pela amizade é que fico grato de poder tocar com meus grandes amigos lá de Livramento, pessoas que nunca me deixaram mal e sempre me apoiaram.





Quais são as principais diferenças do sentimento das pessoas na fronteira pela música nativista e outras questões do gênero em relação a outros lugares, como aqui na região?
Não querendo ser bairrista, mas moramos em um lugar privilegiado em termos de tradição gaúcha. A gente faz com que o povo sinta a tradição. Livramento tem o maior desfile na Semana Farroupilha, são quase 8 mil cavaleiros. As pessoas vivem a Semana Farroupilha e também durante todo o ano, temos vários eventos como os 5 festivais internos e ainda o Martin Fierro. A Penca, um desses festivais locais, do qual sou presidente, tem a função de revelar novos talentos. Desse festival, surgiram Anomar Danúbio Vieira, Leôncio Severo, Volmir Coelho e tantos outros. Tenho orgulho de dar segmento a esse projeto, estamos na sétima edição, a música que ganhou esse ano estará no palco antes das concorrentes do Martin Fierro. Então, o povo de Livramento tem a essência, minha família sempre participou do CTG Presilha do Pago, pelo qual concorri vários concursos, meu pai é patrão há 23 anos e ficamos orgulhosos de ver Santa Cruz mudar sua mentalidade, vivenciando esse sentimento do que é ser gaúcho. Ontem, tivemos a prova já que pessoal dançou, aplaudiu, estavam todos pilchados, o que raro hoje em dia e o que mais chamou atenção é que sem pilcha, não dançava. A cidade está de parabéns, um belo evento e espero retornar várias vezes, sempre com o compromisso e tendo a credibilidade para a realização desses eventos.

Antes de pegar a estrada, deixe um chasque para nós que ficamos.
Só tenho a agradecer, sempre fui bem recebido aqui. Participei da 1ª Manoca, agora voltei na 4ª edição. Me lembro que foi dos meus primeiros festivais, fui recebido pela família do Sérgio Sodré Pereira, que deu início ao ciclo da Manoca. Fico contente, deixo meu agradecimento a todo o povo, para que tudo dê certo e que realizem um ótimo final da Semana Farroupilha.

Ouça aqui: A vida é uma doma, a doma é uma vida, Chamarriteiro e Loco de bem de bem






Ao som de gaita e floreios

Santa Cruz do Sul recebe atrações especiais em sua semana farroupilha

Dois espetáculos realizados no pavilhão 3, do parque da Oktoberfest, foram destaque na programação da Semana Farroupilha em Santa Cruz do Sul. Na noite chuvosa de quinta – feira, Juliano Moreno trouxe ao palco seu show denominado “Sul América”. Com repertório variado, que mescla canções próprias e releituras de grandes clássicos da música gaúcha e também do folclore latino – americano, o cantor fronteiriço dividiu o palco com o melhor instrumentista da 4ª Manoca do Canto Gaúcho, o gaiteiro Marcelo Nunes, também com o violonista Marcelo Holmos e ainda contou com Mauber Moreira no baixo.

Juliano Moreno foi o destaque da quinta - feira

Pudemos conferir composições de Noel Guarany, Elton Saldanha e Leonel Gomez, entre outros compositores. Também foram trazidas ao público presente, canções do seu trabalho ao lado de João Sampaio, do seu segundo CD “Debaixo da mesma sombra”. Outras músicas mais antigas também não deixaram de fazer parte do repertório. O show ainda contou com composições de Transito Cocomarolla e Teresa Parodi, de quem Juliano Moreno revela ser grande admirador. Marcelo “Inseto” Nunes foi um destaque, provando porque foi premiado na Manoca e na melhor definição de Diego Moura, “parece que ele entra para dentro da gaita”. Juliano adiantou que “em breve lança um novo CD, com previsão para o final do ano, chamado de Fronteira da alma.


Raineri Spohr mostrou seu talento ao público de Santa Cruz

Tiago Abib, jurado da Manoca, deu show na gaita

No sábado, a apresentação de Raineri Spohr também deixou o público entusiasmado com as canções do seu primeiro CD “Por campo e galpões” e ainda outras composições dos festivais, como as participantes da Manoca, No sul do meu país e Guitarreiro. A vencedora da Nevada, Que pecado, parceiro também não ficou de fora. Tivemos outros sucessos como Baeta colorada e Despachando ao trote largo. Para acompanhar, músicos de qualidade subiram ao palco. Tiago Abib, com seu gaita; Gustavo Oliveira, no violão e ainda Carlos de Césaro no baixo. Raineri Spohr não dispensou seu violão, além da grande interpretação que já lhe rendeu premiações nos palcos do estado.


Gustavo Oliveira também fez bonito no palco

Carlos de Césaro concentrado no contrabaixo


Outros shows também foram destaque no evento. Os Urutaus se apresentaram noite de sexta – feira, com um espetáculo muito peculiar que tem como ponto forte as interpretações de Raúl Unfer nas músicas folclóricas e releituras missioneiras. Grandes admiradores de Atahualpa Yupanqui, Pedro Ortaça, José Cláudio Machado e tantos outros, Raul e seu violonista Eduardo Metzger receberam muitos elogios por esta diferenciação musical e ainda por serem da terra, já que levam o nome da cidade em suas apresentações. O último espetáculo neste domingo ficou a cargo de Juliano Javoski e Grupo Che Alma Guarani, com os músicos Wilson Vargas e Eduardo Loppes. Cantor de longa trajetória, explora em sua musicalidade os elementos da música latino – americana.


Juliano Javoski trouxe ao palco suas boas composições

Ainda neste ano, será lançado um disco com chamamés, onde será feita uma grande releitura do ritmo, com influências de suas participações em festivais da Argentina. Nos palcos dos grandes festivais, Javoski traz composições de qualidade que trazem temas como tropeadas, lida campeira e outros pontos da vida do gaúcho, que teve aprovação do público através de muitos aplausos. A Manoca também recebeu alguns temas do cantor, ao longo das suas quatro edições.


Eduardo Loppes já é destaque nos palcos dos festivais

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Festival Querência do Bugio - São Francisco de Assis

Dias 06 e 07 de novembro - São Francisco de Assis - RS
1 - Guardiões da Pátria Sulina (Chamamé)
Paulo Garcia/Marcio Rosado

2- A imagem de mim (Valsa)
Paulo Ricardo Costa/Vanderlei Batista

3 - Nem todo o verde do campo(Milonga)
Tuny Brum/Romulo Chaves

4- Saudades e tropas (Vaneira)
Romulo Chaves/Jair Medeiros

5- Paz de tapera (Milonga)
Julio Martins/Pena Flores

6- Mirando o rio (Chamamé)
Carlos Omar Vilella Gomes/Airton Dorneles

7- O Fio de esperança (Chamamé)
Nenito e Leonardo Sarturi

8-Um canto pro Chico (Bugio)
Jose Valter/Edson Paz

9- Espelho de prata (Canção)
Emerson Martins/Ivo Brum

10- Pra não se calar o bugio (Bugio)
Marco Antonio Soares/Cicero Fontoura

11- Bugio cantador (Bugio)
Alcir Silva

12- Bugio do Jacaquá (Bugio)
Jose Luis Rosa/Jose Mateus Gindri

13- Obrigado São Chico (Bugio)
Alex Casanova

14- De alma gaúcha (Bugio)
Amilton Brum/Francisco Espenosse

15- Gastando a vida na estrada (Bugio)
Esdon Vargas/Valdir Disconzi

16- Bem do jeito do Neneca (Bugio)
Volnei Nunes/Sidinei Almeida

terça-feira, 15 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Milonga vence a etapa municipal do Baqueria de Los Piñares

Uma milonga venceu a etapa municipal do Festival Nativista Baqueria de Los Piñares. A letra de Araby Rodrigues, com música de Ângelo Constante e intrepretação de Idalcir Peruchin, “Versos de Rimas Iguais” foi a grande campeã da noite e já tem presença garantida na etapa regional, dias 30 e 31 de outubro. Nem mesmo o mau tempo afastou o público que vibrou com as apresentações no CTG Rancho da Integração. Versos de Rimas iguais foi interpretada por um dos participantes pioneiros nos festivais nativistas da cidade e marcou seu retorno aos palcos. Bastante emocionado, Idalcir dedicou o prêmio ao filho Guilherme, com quem dividiu o palco. A segunda colocada foi a letra do jovem compositor vacariense Rafael Ferreira, “Trambeio”, contando a história de um presente que lhe foi dado pelo avô, e ganhou vida através da polca “Faca e bainha”, interpretada por Giuliano Hoffman. Trambeio também conquistou o terceiro lugar e o prêmio de música mais popular do festival com “Quando te fiz milonga”, na interpretação de Giuliano Hoffman e Cassiano Paim. É a terceira vez que Rafael ganha premiação na etapa municipal do Baqueria.
O melhor instrumentista escolhido pela comissão julgadora foi Thiago Carlotto, com seu violão na polca “Faca e Bainha”. O melhor intérprete da fase municipal foi Roberlei Sutil. A etapa regional, que acontecerá nos dias 30 e 31 de outubro, está com inscrições abertas até o dia 09 de outubro.

Fonte: www.ucsfmnosfestivais.blogspot.com

REVOLUÇÃO FARROUPILHA DE HOJE

João Cléber Caramez

Chegamos a mais uma Semana Farroupilha. São 174 anos do 20 de setembro na Ponte da Azenha, em Porto Alegre e que acabou por marcar o início da conhecida guerra envolvendo gaúchos, em sua maioria integrantes da oligarquia rural (principalmente produtores de charque) contra o Império do Brasil, independente há 13 anos, por razões diversas como o abuso dos tributos e falta de incentivo à venda de seus produtos. Enfim, problemas que nos deixam irritados até os dias de hoje, já que nosso país tem a taxa de impostos mais alta do mundo.
Mas, deixamos um pouco de lado essa questão econômica, ou se era necessário um embate de tamanha grandeza para resolver isso, para falarmos de seus ideais. O general Netto era o mais entusiasmado com a possibilidade da criação de uma república separatista, como ele próprio acabou proclamando em 1836. Na atualidade, nossa cultura e nossas tradições cultivadas, que foram desenvolvidas bem depois da guerra, diferenciam o nosso estado dos demais e ainda nos assemelha ao Uruguai e à Argentina, de quem temos muitas influências no modo de ser. Também ouvimos piadinhas como “Santa Catarina é o melhor estado do Brasil porque nos separa do resto”. Estamos apresilhados ao Brasil apenas pelo fator político e econômico, porque em outros pontos, os próprios visitantes de outros estados comprovam: “parece que estou em outro país”.
Agora passamos a outro ponto. Não adianta uma pessoa que nasceu no Rio Grande dizer que não é gaúcha porque não gosta daqui ou não se identifica. Nasceu aqui, é gaúcho. Mas, outro fator é “sentir – se gaúcho”. Eu sou um deles, não sou e me sinto. Cultura e tradição são coisas completamente diferentes do que um adjetivo pátrio. São coisas que aprendemos a gostar por conta própria ou por influência de alguém. O campeiro tem mais facilidade, já que os costumes gaúchos fazem parte de seu cotidiano, mas podemos perfeitamente aliar isso com os recursos e possibilidades do urbano. Na cidade, se não temos condições de ser laçadores, ginetes, homens de lida; podemos fazer algo como tomar um mate e ouvir uma boa música nativista, participar de CTG, tocar um instrumento, etc.
Depois do grito de Netto, na Coxilha do Seival, veio a bandeira e mais tarde, seu brasão. O lema que estava estampado na tricolor hasteada era: liberdade, igualdade, fraternidade. Esse ideal prevalece apesar dos anos. Nós, gaúchos, nascidos aqui ou não, amantes da tradição e da cultura ou não, urbano e campeiro, devemos ser unidos, manter o sentimento de fraternidade que nos torna diferente dos outros. Devemos ser livres, pensar cada um da sua forma, cultivar aquilo que gosta, fazer o que deseja para comprovar que temos liberdade de expressão e opinião. Devemos nos tratar da mesma forma, ser igual nas diferenças e como diz na música Apenas Gaúcho: “se tem lugar pra todos, não briguemos entre nós”. Moramos aqui, somos iguais. O Rio Grande será cada vez melhor, se estivermos com o pensamento voltado ao antigo lema farroupilha. Ou seja, estaremos fortalecidos.
Agora, nessa próxima semana vou ver bom shows, dançar umas marcas em algum fandango e assistir a gauchada desfilando pelas ruas da cidade. Para mim, o gauchismo é diário, faz parte da minha vida. Para outros, essa semana é hora de tirar as bombachas do armário, com aquele cheiro forte de naftalina e também de passar um sebo nas botas. Mas, independente de ter ou não o sentimento gaúcho, vamos reverenciar esses homens, antecessores de nós na história, que tinham uma gana e um objetivo para viver cada um de seus dias. Vamos fazer a cada dia que passa, um Rio Grande que, se Netto, Bento e tantos outros que lutaram estivessem vivos hoje, ficariam felizes e satisfeitos de ver.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Informativo - Luíz Marenco

Classificadas para o 22º Festival de Música Crioula de Santiago

Esquiladeiras
Milonga
Silvio Genro
Penna Flores
Cidade: Uruguaiana/Santa Maria

Montado na Guitarra
Milonga
João Guedes
Duca Duarte
Cidade: Porto Alegre

Nos Tempos do Marca Passo
Chamamé
Natalin Delevati & João Ari Ferreira
Allison Martins
Cidade: Santiago/São Vicente do Sul

A Sombra do Réu
Milonga
Christian Davesac
Ricardo Rosa
Cidade: Pelotas/Piratini

De Bois e Arados
Milonga
Flávio Saldanha
Sabani Felipe de Souza
Cidade: Uruguaiana/Cruz Alta

Inventário
Canção
Juca Moraes & Rodrigo Bauer
Nilton Ferreira
Cidade: Cruz Alta/São Borja/Jaguari

Duas Taipas
Milonga
Adão Quevedo
Robledo Martins
Cidade: São Lourenço do Sul/Pelotas

Óia a Mudança
Contrapasso
Sadi Machado
Marcos Oliveira
Cidade: Santiago

Debaixo de Um Céu de Estrelas
Milonga
Valter Fiorenza
Valter Fiorenza
Cidade: Fortaleza-CE

Filhos, Pais e Avós
Rasguido Doble
Nenito Sarturi
Leonardo Sarturi
Cidade: Santiago

Depois de Meia de Canha
Contrapasso
Valdir Disconzi
Horácio Bitencourt
Cidade: Santiago

Cemitério dos Cativos
Chacarera
Carlos Omar Villela Gomes & Luis Fernando Gastaldo
Piero Ereno, Diogo Mattos e Jean Carlo Kirchoff
Cidade: Santa Maria/Porto Alegre

Das Ausências da Alma
Tango
Eron Carvalho
Sérgio Rosa
Cidade: Santo Ângelo/Santa Maria

Para Quem Florescem os Ipês
Chamamé
Fábio Prates & Telmo Vasconcelos
Fábio Prates
Cidade: Santa Maria

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Chamamé de André Teixeira vence a Manoca

Um soneto de amor escrito em 1955, pelo então enamorado Edilberto Teixeira, meio século depois é musicado e interpretado por André Teixeira e ainda conquista o primeiro lugar, no último domingo, da 4ª Manoca do Canto Gaúcho. Foi um dos momentos mais emocionantes de todas as quatro edições do festival: o filho, falando em nome do pai, sobre o poema feito para a mãe, Dona Elba, e que ele transformou no chamamé vencedor. André ainda dividiu o troféu de melhor intérprete com Raineri Spohr, que fez dupla com ele na canção que tem os versos do pai.

André Teixeira e Raineri Spohr no palco da Manoca: chamamé vencedor

Sonhar Risonho recebeu também os prêmios de Melhor Poesia e Melhor Instrumentista, para Marcelo Nunes, na gaita botoneira. A canção representou o município de São Gabriel. O outro destaque da noite ficou por conta de A Quem Partilhou Meus Sonhos, representante dos municípios de Santa Cruz do Sul e Rio Pardo. Com letra de Francisco Carlos Goulart, o Chicão, o bastante aplaudido patrão do CTG Garrão de Potro, e música de Neco Machado interpretada pelo próprio Neco, a milonga arrebatou os troféus Revelação e Mais Popular, ficando em terceiro lugar na contagem geral dos pontos. Para a gargalhada geral, Chicão brincou, ao microfone, dizendo estar se sentindo “mais premiado que touro de Expointer”.
A segunda colocação ficou com Sinal Certo, de São Gabriel, que ainda deu o troféu de Melhor Melodia para Matheus e Carlos Leal. A 4ª Manoca aconteceu no auditório do Dom Alberto, lotado, e também foi marcada pelos discursos emocionados de seus promotores e organizadores. Após a interpretação a capella do Hino Rio-Grandense, por Júlio Machado, o diretor do Dom Alberto, Lucas Jost, disse que como educador se sente orgulhoso em poder apoiar um evento que muito tem contribuído para a cultura de nosso Estado. “Precisamos manter algo que nunca foi separado. O campo e a cidade precisam estar sempre unidos.” Lucas recebeu – juntamente com a representante da Prefeitura Municipal, a secretária de Educação e Cultura, Rejane Henn – o troféu Amadrinhador, das mãos do presidente da Associação Cultural Pró-Rio Grande, Alex Carvalho. A Associação também distribuiu medalhas a todos os colaboradores.
O corpo de jurados esteve integrado por Clênio Bibiano da Rosa, que fez o show de abertura, mais Joel de Freitas Paulo, Diego da Silveira Moura, Antônio Gringo e Tiago Abib. Ao final, antes e depois de anunciados os vencedores, o espetáculo ficou por conta de Luiz Marenco. Ele entrou pela madrugada do dia sete de setembro, sem demonstrar o mínimo cansaço, apesar de horas antes ter cantado no encerramento da Expointer, em Esteio. A quinta edição da Manoca já está programada para agosto de 2010.



Confira os resultados
3º LUGAR – “Troféu Imigrante” – A quem partilhou meus sonhos
Ritmo – Milonga
Letra - Francisco (Chicão) Carlos Goulart
Música – Neco Machado
Interpretação – Neco Machado


2º LUGAR – “Troféu Terra Santa” – Sinal certo
Ritmo – Milonga
Letra – Edilberto Teixeira (in memorian)
Música - Matheus Leal/André Teixeira
Interpretação – Matheus Leal


1º LUGAR – “Troféu Manoca” – Sonhar Risonho
Ritmo – Chamamé
Letra – Edilberto Teixeira (in memorian)
Música – André Teixeira
Interpretação – Raineri Sphor e André Teixeira


MELHOR POESIA – “Troféu Versos” - Sonhar Risonho
Ritmo – Chamamé
Letra – Edilberto Teixeira (in memorian)
Música – André Teixeira
Interpretação – Raineri Sphor e André Teixeira

MELHOR MELODIA - Sinal Certo
Ritmo - Milonga
Letra - Edilberto Teixeira (in memorian)
Música - Matheus Leal e Carlos Leal
Intérprete - Matheus Leal

MELHORES INTÉRPRETES – “Troféu Cantilena”
Raineri Sphor e André Teixeira

MELHOR INSTRUMENTISTA – “Troféu Tocador”
Marcelo Nunes – Gaita Botoneira


MÚSICA MAIS POPULAR – “Troféu Sapucay”
A quem partilhou meus sonhos
Letra Francisco (Chicão) Carlos Goulart
Música – Neco Machado
Interpretação – Neco Machado


REVELAÇÃO DO FESTIVAL – “Troféu Horizontes”
Francisco (Chicão) Carlos Goulart
Letrista em “A quem partilhou meus sonhos”.

*Fontes: www.ucsfmnosfestivais.blogspot.com / Gazeta do Sul

Festival Nativista Baqueria de los piñares - Fase Local - Vacaria, 11 de setembro

1-Festa de Gente Gaúcha
Ritmo- Bugio
Letra- Aldair Jorge Oliboni/ Jose Ari Amaral
Melodia- Pedro Paulo Almeida.

2-Pedindo Socorro aos Bichos
Ritmo- Chamamé
Letra- João Fernando Osório
Melodia- Jefferson Corso Pereira/ Douglas Pinto

3-Quando te fiz Milonga
Ritmo- Milonga
Letra- Rafael Ferreira (Trambeio)
Melodia- Carlos Ramos

4- Sina de Benzer
Ritmo- Milonga
Letra/Musica- Danilo Barcelos Soares

5- Assim seguiu o Tropeiro
Ritmo- Valsa
Letra/ Musica- Diego Rodrigo F. Chaves/ Citro Pereira Filho

6- Na Alma de um Campeiro
Ritmo- Canção
Letra/Musica- Roberlei Sutil de Carvalho

7- Semente de Tropeiro
Ritmo- Chacarera
Letra- Osnir Domingues
Musica- Roberlei Sutil

8- Versos de Rimas Iguais
Ritmo- Milonga
Letra- Arabi Rodrigues/Angelo Costante
Melodia- Idalcir Peruchim

9- Vento Tropeiro
Ritmo- Canção
Letra- Altair Alves Borges
Musica- Jamesson Abreu

10- Faca e Bainha
Ritmo- Polca
Letra- Rafael Ferreira (Trambeio)
Musica- Tiago Carlotto

A passagem de som acontecerá na quinta-feira, dia 10, a partir das 20 horas, no CTG Rancho da Integração.

*Fonte: www.ucsfmnosfestivais.blogspot.com

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vigília tem chances de ser cancelada nesse ano

O prefeito de Cachoeira do Sul, Sérgio Ghignatti anunciou no final da tarde de ontem, 31, a lista de ações que serão implantadas para economizar, a partir da data de hoje, R$ 120 mil reais por mês até o final do ano. Visivelmente abatido o prefeito deu a notícia de que estão suspensas todas as 53 funções gratificadas , os 18 regimes suplementares para professores que não estão em sala de aula, redução de aproximadamente R$ 42 mil em horas-extras e demissão de 22 estagiários de ensino médio. A medida, tomada após oito horas de reunião com o secretariado de governo, suspende também a realização da 20ª Edição da Vigília do Canto Gaúcho, que aconteceria no mês de novembro, e também da Feira do Livro de Cachoeira do Sul.
Segundo o prefeito, estes dois eventos correm o risco de não acontecer este ano. Ghignatti ressalta que os eventos só virão a acontecer caso haja a confirmação de patrocínios que ainda estão sendo negociados. “As medidas são temporárias e qualquer ajuda para eventos irá depender dos resultados deste enxugo” - acrescentou. Nos próximos dias, a comissão organizadora receberá a resposta do Banrisul sobre um patrocínio para realizar a Vigília do Canto Gaúcho.
Fonte: Jornal do Povo - Cachoeira do Sul

Informativo - Luíz Marenco


Quarteto Coração de Potro lança primeiro CD em outubro

O Quarteto Coração de Potro, da cidade serrana de Lages, em Santa Catarina, esteve no Estúdio Luvi, em Pelotas, durante o mês de agosto para a gravação do seu prmeiro CD: "Tempo adentro, vida afora". O grupo que já participou de festivais importantes em sua curta trajetória, tem a formação de Índio Ribeiro, Kiko Goulart, Vitor Amorim e Michel Martins.
São três violões e mais um guitarrón, além da mescla de vozes que torna o trabalho ainda mais característico. As composições tem a assinatura de nomes como Rogério Villagran, Márcio Nunes Corrêa e Ramiro Amorim, além da produção musical de Cristian Camargo. Conta ainda com a participação especial de grandes intérpretes como Luíz Marenco, Lisandro Amaral, Fabiano Bacchieri e de músicos como Clarissa Ferreira, com seu violino e Aluízio Rochemback, no acordeon. Com certeza, mais um trabalho de destaque que marca a qualidade desses lageanos que tem coração de potro.

Campeiros Vol. 2 - Novo trabalho de Luiz Carlos Borges e Mauro Ferreira


01- Laçador de Barro

02- Onde Andarão Esses Homens

03- Chasque a Galope

04- Florêncio e Florentino

05- Missioneira

06- Pergaminho

07- Vão Ter Que Me Ganhar

08- Feiticeira

09- O Mouro e o Freio de Ouro

10- Peñarol - part. César Oliveira e Rogério Melo

11- A História da Barranca

12- Era Uma Vez o Que Se Viu

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Freio de Ouro 2009

Um tricampeonato ganho com a ajuda do amigo
Cabanhas La Castellana e Maufer são as vencedoras da 28ª edição da prova máxima da raça crioula

Quando montou Matreiro do Itapororó para a última paleteada do Freio de Ouro, o ginete José Fonseca Macedo sabia que só um desastre lhe tiraria o tricampeonato. Zeca, como é conhecido, estava na liderança com os dois cavalos que montava como ginete: Matreiro do Itapororó e Los Hermanos Cimarron.Sob um sol escaldante e com arquibancadas lotadas desde o início da tarde de ontem, no Parque de Exposições Assis Brasil, Zeca chegou para a prova de campo com o privilégio de ir à pista depois de todos os competidores por ter melhor pontuação.Além disso, era dono das duas melhores notas. Em razão disso, o ginete atuaria na última e decisiva prova da 28ª edição do Freio, onde os conjuntos correm duas paleteadas em duplas, de posse do direito de disputar a finalíssima contra si mesmo. Como é impossível montar dois cavalos ao mesmo tempo, Zeca escalou o colega de cabanha Bruno Vaz, o Dedé, para comandar Los Hermanos Cimarron.Mesmo com as vantagens, Zeca e Dedé correriam a última paleteada pressionados pelos resultados dos adversários. Pampa de São Pedro, montado pelo multipremiado Lindor Collares, havia feito uma corrida com alta pontuação e subido na classificação. Qualquer deslize poderia custar o título. Antes da paleteada, Dedé e Zeca mal se falaram.– Nos comunicamos só pelo olhar. Para mim, ele é um irmão. Foi sorte ter disputado a final com ele – comentou Dedé, 24 anos, depois da vitória de Zeca.Na paleteada decisiva, o novilho escapou ao controle de Dedé, que teve de tomar a decisão de frear Cimarron e deixar o flanco livre para Matreiro e Zeca encostarem no animal. O gesto custou pontos a Cimarron, que encerrou o Freio no sétimo lugar. Mas a generosidade do amigo deu o tricampeonato a Zeca, 29 anos, que já havia vencido o Freio em 2006 e 2007. Na comemoração, o ginete não deixou de creditar o prêmio ao colega:– Dedico ao meu pai, que não pode estar aqui. E ao Dedé, que foi um grande companheiro.Transformado em campeão subitamente, o proprietário do macho vencedor, Marcelo Moraes, ainda não tinha repensado o futuro do animal, que deve permanecer na Cabanha La Castellana, de Santiago, para procriar.– Não sei o que vamos fazer. Ainda não caiu a ficha – disse Moraes.A prova, marcada pelo equilíbrio e alternância constante nas primeiras colocações, também foi acirrada entre as fêmeas. Uva Merlot 340 Maufer, da Cabanha Maufer, de Cruzeiro do Sul, venceu na última paleteada, disputada com a Freio de Prata, Firmeza 1278 do 1040. O título das fêmeas veio com o sabor das primeiras vezes. Foi o primeiro título do experiente Nei Lima, ginete que montou Uva Merlot, e o primeiro Freio de Ouro da Cabanha Maufer. A estreia no lugar mais alto do pódio custou a aparência do ginete. Lima havia prometido raspar o cavanhaque e o cabelo em caso de vitória. Não teve escapatória.– Carrego esse cavanhaque há muito tempo – afirmou o ginete, sorridente entre o lamento e a satisfação, sujo do champanha da vitória e do banho de terra que recebeu dos companheiros de campanha.A Maufer pretende manter a vencedora na propriedade. Fernando Weiand, um dos criadores, explicou que “ela vai para a cria”. Lima ainda levou o prêmio de Domador do Ano. Ele próprio fez a doma da campeã do Freio. O prêmio de Ginete Destaque ficou com Fábio Teixeira da Silveira.

ALEXANDRE DE SANTI

Os resultados
MACHOS
- 1º Matreiro do Itapororó, da Cabanha La Castellana (Santiago),
com o ginete Zeca Macedo: 20,584 pontos
- 2º Pampa de São Pedro, da Gap São Pedro (Uruguaiana),
com o ginete Lindor Collares Luiz: 20,488 pontos
- 3º Senhor de Santa Thereza, da Fazenda Capão da Lagoa (Cidreira),
com o ginete Daniel Teixeira: 20,476 pontos

FÊMEAS
- 1º Uva Merlot 340 Maufer, da Cabanha Maufer (Cruzeiro do Sul),
com o ginete Nei Eduardo Lima: 20,025 pontos
- 2º Firmeza 1278 do 1040, da Estância Firmeza (Bagé),
com o ginete Marcelo Rezende Moglia: 19,865 pontos
- 3º Três Pontas Guapa, da Cabanha Três Pontas (São Jerônimo),
com o ginete Marcelo Quadros: 19,477 pontos

GINETE DESTAQUE
Fábio Teixeira da Silveira

DOMADOR DO ANO
Nei Eduardo Lima
Fonte: ZH. Acesse: www.zerohora.com

domingo, 30 de agosto de 2009

Nas fêmeas, classificada no Bocal de Ouro vence o Freio em Esteio

Uva Merlot 340 Maufer, uma filha de BT Bailongo e Idahue Sandra, levou o Freio de Ouro na edição 2009 da maior prova da raça Crioula, com pontuação final de 20,025. Uva Merlot, da Cabanha Maufer, Cruzeiro do Sul, RS, formou conjunto com Nei Eduardo Lima. Nei também levou o prêmio de Domador do Ano. Ele próprio foi responsável pela doma de Uva Merlot, credenciada em Bagé, no mês de dezembro e classificada no Bocal de Ouro 2009 onde terminou na liderança desta disputada prova. Já o Ginete Destaque ficou com Fábio Teixeira da Silveira.
Para o presidente da ABCCC, Roberto Davis, este resultado retrata o qualificado estágio de renovação por que passa a raça Crioula. O presidente ainda saudou o público calculado em 20 mil pessoas que mesmo sob forte sol não arredou pé das pistas de provas. os jurados Francisco Kessler Fleck, Mário Móglia Suñé e Rouget Gigena Wrege. O Freio de Prata, Firmeza 1278 do 1040, filha de Piraí 1040 do Brazão e Piraí 730 do Édipo, com Marcelo Móglia, confirmou vaga à final na Classificatória da FICCC e saiu nesta final com a terceira melhor nota na Morfologia, com pontuação final de 19,865. A terceira posição nas fêmeas ficou com Três Pontas Guapa, uma colorada filha de Campana Farrapo e BT Demônica, classificada com Marcelo Quadros, em Canela, RS e sua pontuação final de 19,477.

Ana Smidt
Reg. Prof. 434330.08.2009
Fonte: ABCCC

Matreiro do Itapororó entra para história ao vencer o Freio de Ouro 2009

Cavaleiros entraram em pista para dar início à solenidade de abertura da final do Freio de Ouro, às 12:30, quando um público de aproximadamente 20 mil pessoas assistia atenta a performance dos animais e ginetes que transportavam as bandeiras. Após o desfile, foram hasteados os pavilhões, ao som dos hinos nacional e riograndense cantados em couro pelos espectadores. A solenidade contou com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Reinhold Stephanes, do secretário estadual da Agricultura José Carlos Machado, entre outras autoridades recebidas pelo presidente da ABCCC Roberto Sidnei Davis Júnior.Após uma acirrada competição, tendo diversas alternâncias de posições, o baio Matreiro do Itapororó, criação de Nestor de Moura Jardim Filho e exposto por Marcelo Amaral Moraes, da Cabanha La Castellana, de Santiago, RS, conquistou o Freio de Ouro 2009, tornando seu ginete, José Fonseca Macedo, tri campeão da prova. O cavalo subiu de posição após realizar a mangueira da segunda fase da prova, que somando com as notas de Bayar/Sarmento e paleteada, atingiram a pontuação final de 20,584.Como fato inédito na última etapa da prova de campo, os dois animais que chegaram na ponta para realizar a paleteada, Matreiro do Itapororó e Los Hermano Cimarron, tinham como ginete Zeca Macedo, tendo então o mesmo que passar as rédeas de Los Hermano Cimarron, para seu auxiliar Dedé, que infelizmente, não teve um bom desempenho e acabou caindo para sétima posição.Outra mudança na prova foi a colocação de Butiá Olodum, que terminou a primeira fase em primeiro lugar, porém acabou ficando com a décima colocação.O Freio de Prata, segundo lugar na classificação, foi para Pampa de São Pedro, que tem como criador e expositor Eduardo Macedo Linhares, da GAP São Pedro, de Uruguaiana, RS, montado por Lindor Collares Luiz, somando a pontuação de 20,488. Pampa de São Pedro, entre os machos, fez a melhor prova de mangueira neste domingo, obtendo média de 16,169. Senhor de Santa Tereza, que já havia sido Freio de Ouro em 2007 e Prata no ano passado, conquistou este ano o Freio de Bronze, sendo montado por Daniel Marim Teixeira, com pontuação final de 20,476. O animal é de criação de Mário Tavares Móglia e foi exposto por Marcelo da Costa Gamborgi, da Fazenda Capão da Lagoa, de Cidreira, RS, atingiu a pontuação de 20,488 e havia sido classificado na FICCC.

Nívea Bilhalva de Oliveira
Reg. prof. 873830/08/2009
Fonte: ABCCC

29ª Coxilha Nativista - Cruz Alta

Mais um dos festivais adiados em razão da Gripe A, a Coxilha tem sua data prevista para os dias 1, 2, 3 e 4 de outubro. O festival é um dos mais tradicionais do nativismo e sua realização fora da época habitual, não será motivo para sua diminuição.

Classificadas - Fase Geral

UM ACORDEON FEITICEIRO (Chamamé)

Letra: Wilson Vargas / Juliano Javoski
Música: Sérgio Rosa
Cidade: Triunfo / Santa Maria


MATEANDO SÓ (Milonga)
Letra: Jaime Izquierdo
Música: Osmar Carvalho
Cidade: Porto Alegre

DEPOIS DE LÉGUAS TRANQUEADAS (Milonga)
Letra / Música: Igor Silveira
Cidade: São Gabriel


PESCOCEIRO (Chamarrita)
Letra: Zeca Alves
Música: André Teixeira
Cidade: Santana do Livramento / São Gabriel

CANÇÃO DA VOLTA (Canção)
Letra: Moisés Silveira de Menezes
Música: João Chagas Leite
Cidade: São Pedro do Sul / Santa Maria

NA BAILANTA DO DARIU (Vaneira)
Letra: Armando Vasques / Sergio Gomes (Xucro)
Música: Sérgio Gomes (Xucro)
Cidade: Uruguaiana


HACE TIEMPO (Rasguido Doble)
Letra: João Stimamilio Santos
Música: Nelson Cardoso
Cidade: Porto Alegre / Santana do Livramento

RELÍQUIAS MISSIONEIRAS (Chamarrita)
Letra: Vagner Pizzolotto da Costa
Música: Juliano Moreno / Erlon Péricles
Cidade: Santo Ângelo / Santana do Livramento

DE HOMENS E TROPAS (Chamamé)
Letra: Luciano Ferrera
Música: Raul Quiroga
Cidade: Cruz Alta / São Leopoldo

SANGUE (Milonga)
Letra: Rodrigo Bauer / Juca Moraes
Música: Érlon Péricles
Cidade: São Borja / Cruz Alta / Porto Alegre

DAS TORRES DE SÃO MIGUEL (Zamba)
Letra: Noel Guarany (in Memorian) / João Sampaio
Música: Rui Carlos Ávila
Cidade: Itaqui / Pelotas

A SOLIDÃO (Milonga)
Letra/ Música: Adair de Freitas
Cidade: Santana do Livramento

O MEU SILÊNCIO TEM VOZ (Milonga)
Letra: Miguel Bicca / Máximo Fortes
Música: Digo Oliveira
Cidade: São Borja / Santa Maria

ÁGUAS DO TEMPO (Milonga)
Letra: Jaime Brum Carlos
Música: Adams Cezar
Cidade: Restinga Seca / Santa Maria

SEM CHÃO PRA PISAR (Rasguido Doble)
Letra / Música: Leonardo Sarturi
Cidade: Santiago

OLHANDO A VIDA DO RIO (Milonga)
Letra: Tadeu Martins
Música: Lênin Nunes
Cidade: Santo Ângelo / Porto Alegre



FASE LOCAL

RETRATO DE UM FIM DE TARDE
Letra: Luiz Onério Pereira
Música: Beto Barcellos

QUANDO UM QÜERA CONHECE O CHÃO
Letra: Kayke Mello
Música: Júlio Mallmann/ Kayke Mello

PRA PARCERIAR UMA MILONGA
Letra: Luiz Carlos Guerreiro
Música: Leonardo Diaz Moralez

PRA NÃO CHIMARREAR SOZINHO
Letra: Luiz Carlos Guerreiro/Antônio Valente
Música: Luiz Carlos Guerreiro

ESTRADA DOS SONHOS
Letra: Dudu Amarante
Música: Nando Soares

IDENTIDADE E RAIZ
Letra: Jorge Nicola Prado
Música: Arthur Bonilla

HOMENS E CAMINHOS
Letra: Luciano Lopes Ferrera
Música: Márcio San Martin Gonçalves

HERÓI SEM GLÓRIA
Letra: Luiz Onério Pereira
Música: Marcelo Cortes de Carvalho

O GRITO DOS SENTINELAS
Letra: Volmar Camargo
Música: Marcelo Cortes de Carvalho

DA JANELA DOS MEUS OLHOS
Letra: Juca Moraes
Música: Edson Macúglia

Ronco do Bugio em São Francisco de Paula

19° RONCO DO BUGIO

Sem data prevista, em função da Gripe A

As concorrentes:

1- ANTIGA TERRUNHA DE INVERNIAS SERRANAS
Letra: Rodrigo Bueno
Melodia: Mario Tressoldi

2- O SOM DO RIO GRANDE
Letra e Melodia: Régis Marques

3- CAMPEIRO SERRANO
Letra: Airton Costa
Melodia: Raúl Quiroga

4- SINFONIA CAMPEIRA
Letra: Ramiro Amorim
Melodia: Jones Andrei Vieira

5- COM O BUGIO NO CORAÇÃO
Letra e Melodia: Chico Saga

6- INVERNO E SOLIDÃO
Letra: Thiago Suman, Guilherme Suman e Zeca Alves
Melodia: Arison Martins

7- VOLTANDO PRA SERRA
Letra e Melodia: Érlon Péricles

8- RELÍQUIAS DE UM MARAGATO
Letra: Eder oliveira Cassoli
Melodia: Ronnaldo moura

9- AOS VELHOS GAITEIROS
Letra e Melodia: José Claro Zezinho

10- O RIO GRANDE SEM BUGIO
Letra e Melodia: Celino Leite

11- TEMPO BALDOSO
Letra: Tio Nanato
Melodia: Zezinho Furquim

12- EMPUNHANDO A BANDEIRA
Letra: Paulo Moraes Trentin
Melodia: Cristiano de Souza

sábado, 29 de agosto de 2009

20ª Vigília do Canto Gaúcho - triagem

Nos dias 6 e 7 de novembro teremos mais uma edição da Vigília, em Cachoeira do Sul. Nessa última sexta- feira, foram escolhidas 12 composições dentre 364 inscritas. Em 26 de setembro, a fase local classifica mais 2 músicas para compor as 14 finalistas que irão ao palco do ginásio Dom Pedro I.
Veja as classificadas:

DE MUDA - milonga
L: Márcio Nunes Corrêa e Zé Renato Daudt
M: Juliano Moreno e Zé Renato Daudt

ASSIM TE VEJO - milonga
L: Xirú Antunes
M: Zé Renato Daudt

MATE NOVO - milonga
L: Eduardo Muñoz
M: Carlos Madruga

AO SABOR DAS CORREDEIRAS - chamamé
L: Jorge Nicolla Prado
M: Arthur Bonilla

ONDE MORA MEU VERSO - milonga
L: Rômulo Chaves
M: Nilton Ferreira

RETOVADO - chamarra
L: Juliano Lopes e Valdir Amaral Pinto
M: Nilton Ferreira

MEU BAIO DE "JUNTÁ OVEIA" - chamarra
L: Francisco Luzardo
M: Paulo Ricardo Pinto

FEITO UM CINCERRO DE PRATA - rasguido doble
L: Lisandro Amaral
M: Cristian Camargo e Márcio Rosado

PALANQUERO - milonga
L: Evair Suarez Gomes
M: Juliano Gomes, Mauro Moraes e Leonel Gomez

UM CHASQUE NA MADRUGADA - chamamé
L: Osmar Proença
M: Edilberto Bergamo e Rogério Melo

NA SOMBRA DO CINAMOMO - chamamé
L: Edilberto Teixeira (in memorian)
M: Carlos Leal

BALCÃO DE PULPERIA - milonga
L: Jari Terres e Fernando Soares
M: Jari Terres

Fonte: Blog Pulperia. Acesse: www.pulperia.blogger.com.br

Tá chegando a Manoca!


Ingressos para a fase nacional da 4ª Manoca já encontram a disposição nos seguintes locais:
- Casa do Cliente Gazeta, Faculdade Dom Alberto, loja Control Teck - Paul Harris, 739, loja Selaria Gaúcha É bom se antecipar porque a procura já é grande.Pela internet para as pessoas não residentes em Santa CRuz no site http://www.manoca.com.br/A 4ª manoca acontece no dia 06 de setembro no Auditório do Dom Alberto com as 12 classificadas e show de Luiz Marenco.Promoção: Associação Cultural Pro Rio Grande, Gazeta Grupo de Comunicações, Poder Público Municipal e Dom Alberto.


Ordem de apresenção da 4ª Manoca
A comissão organizadora da 4ª Manoca do Canto Gaúcho divulgou a ordem de apresentação das composições classificadas, que irão ao palco no dia 06 de setembro a partir das 19h30min, tendo por local o belíssimo auditório da Faculdade Dom Alberto.
Jurados: Diego Moura, Tiago Abib, Clênio Bibiano da Rosa, Joel de Freitas Paulo e Ântonio Gringo

A ordem é a seguinte:
1 – Guria (Chamamé)
L. Vaine Darde
M. Antonio Guadalupe Junior

2 - Sinal certo (Milonga)
L. Edilberto Teixeira (em memoria)
M. Matheus Leal e Carlos Leal

3 – Pra quem bebe a mesma água (Milonga)
L. Rômulo Furtado e Rafael Escouto
M. Davi Covalesky/Sandro Costa

4 - Um quarto de ronda ao campo (Toada)
L. Mateus Neves da Fontoura/Miguel Cimirro (em memória)
M. Juliano Moreno

5 - O tempo e eu (Valsa)
L. Juliano Javoski
M.Juliano Javoski

6 - A quem partilhou meus sonhos (Milonga)
L. Francisco Carlos Goulart
M. Neco Machado

7 - Quando me benzo (Chamamé)
L. Romulo Chaves
M. Juliano Javoski

8 -Sonhar risonho (Chamamé)
L. Edilberto Teixeira (em memoria)
M. André Teixeira

9 - De volta com a tropa (Rasguido Doble)
L. Romulo Furtado
M. Rui Carlos Ávila/Mano Junior

10 -Voz de mulher (Canção)
L. Romulo Chaves
M. Jean Kirchoff

11 -No cantar do João Barreiro (Rasguido Doble)
L. Cleiton Evandro dos Santos
M. Marcelo Paz Carvalho

12 -De quem se achega (Milonga)
L. Cláudio Silveira
M. André Teixeira

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Informativo - Luíz Marenco




UCS FM nos festivais é mais um espaço para cultura gaúcha

O blog foi criado a pouco tempo, através da equipe de festivais da emissora de Vacaria. Este é mais uma alternativa de informação sobre os principais eventos do estado, com o compromisso de levar o nativismo para um número cada vez maior de pessoas. Aqui, postamos um texto de destaque que o blog publicou que relata, inclusive, a escolha do nome Manoca para o nosso festival de Santa Cruz do Sul :


OS FESTIVAIS E SEUS NOMES
Cada povo tem seu jeito de cultuar suas tradições. Uns dançam com uma sombrinha, outros rebolando. Um sem número de pessoas por todo o mundo sambam. A sociedade moderna classifica suas chamadas festas populares e manifestações artísticas através das denominações que julga convenientes. Assim, cada acontecimento, seja ele do meio tradicionalista ou não, possui seu nome próprio e quase sempre tem uma relação importante com a comunidade em que está inserido. Neste ano, por vez primeira, nossa equipe estará realizando a cobertura de um novo festival, ainda "moço" no calendário do nosso Estado. A Manoca da Canção Gaúcha, um festival nativista de músicas inéditas realizado em Santa Cruz do Sul , surgiu em 2006 e é promovido pela Associação Cultural Pró Rio Grande. Tem-se notícia de muitos festivais que levam nomes relacionados às suas regiões de origem, no nosso caso, o "Baqueria de Los Piñares" em alusão a antiga denominação de nossa cidade. Outro caso semelhante é o do "Carijo da Canção", de Palmeira das Missões, nome relacionado ao cultivo e manufatura da erva-mate. O saudoso e adormecido "Gruta em Canto", de Nova Esperança do Sul, relacionado com a gruta existente na cidade e com as atrações turísticas e tantos outros que agora me faltam a memória. Mas e o nome Manoca, de onde vem? Vamos esclarecer: A "Manoca" é o conjunto de 20 a 25 folhas de tabaco reunidas para secagem e cura, atadas por outra folha enrolada. É uma das mais usuais maneiras artesanais de classificar o fumo. Deu nome ao festival por tratar-se de um termo usual ao homem rural de Santa Cruz do Sul e do produto que é a base da economia deste gaúcho município. Assim são os festivais nativistas cada um com seu nome, cada um com suas particularidades, mas todos com um objetivo comum: o engrandecimento da nossa cultura.
Redação - Leonardo Silveira

Informativo - Raineri Spohr

Apresentação do CD Por Campo e Galpões de Raineri Spohr

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

ACERCA DE UM AMIGO

É uma tarefa bastante difícil apresentar um jovem artista em sua primeira jornada fonográfica.

O que normalmente fazemos, os apresentadores, é simplesmente relatar quando conhecemos o dito intérprete, alinhavar comentários acerca de suas interpretações, tecer pequenas críticas (sempre positivas) aos trabalhos interpretados, entre outros considerandos.

Dentro da amizade que teci com Raineri, e cumprindo esta difícil missão, vou me permitir um pequeno afastamento da vaza comum desses intróitos contumazes.

Raineri Spohr é um pedritense de alma pura e mirada sincera.

Quando olha em nossos olhos, podemos sentir a grandeza de seu espírito de artista e sua imensa alegria de viver.

Raineri é algum desses iluminados que consegue traduzir com a voz, que consegue “dizer” com a alma o que foi composto por outrem.

Ouvindo o excelente repertório de seu disco, sobressai, entre a qualidade das composições, a excelência dos arranjos, a virtuose dos instrumentistas, a imensa carga de sentimento que carrega nos rincões de sua consciência: pegas de potros, solidão de corredor, silêncios de tapera, berro de touro nos fundões das invernadas, aboio tropeiro, flores de corticeira, cheiro de terra molhada, essência de mangueira, balcão de pulperia, saudades de um tempo que não vivemos e que assim mesmo é tão vivo em nossas mentes.

Verdade é o que ouvimos de Raineri. Ele não é apenas mais um jovem artista em sua primeira jornada fonográfica. Mas, com certeza, é outro desses iluminados de alma pura e mirada sincera, que consegue transportar nossas almas com sua voz.

Parabéns, amigo! Não te parabenizo apenas por tuas qualidades de artista, mas, principalmente, por tua humildade sincera e grandeza de caráter.

Nós, os teus amigos, saciamos a sede de arte na vertente de tua voz. Água pura de cacimba refletindo o céu de tua alma pura e mirada sincera.


Bagé, abril de 2008.

Guilherme Collares


http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=1844185

Comunidade RAINERI SPOHR

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=1844185

comunidade RAINERI SPOHR

http://www.myspace.com/rainerispohr

My Space Raineri Spohr

http://rainerispohr.musicblog.com.br/

Blog Por Campo e Galpões

http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/raineri_spohr/

palco MP3 Raineri Spohr


CD “Por Campo e Galpões”, a venda nas melhores lojas!

Contatos Raineri Spohr

E-mail: raineri_spohr@yahoo.com.br

Cel.: (53) 84333390

Divulgação: Danieli Rosa

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

23ª Moenda da Canção - Santo Antônio da Patrulha

1 - EU E O JOÃO DE BARRO
Letra: Paulo Ricardo Costa
Música: Emerson Martins
Intérpretes: Arison Martins e Emerson Martins

2- SÓ O QUE O CORAÇÃO SANGRAR
Letra e Música: Duca Duarte
Intérprete: Luka


MELHOR INTÉRPRETE: Luka (por Só o que o coração sangrar)
MELHOR INSTRUMENTISTA: Renato Müller (pelo instrumental Garatuja)
MELHOR LETRA: Tadeu Martins (por Herança de Paixão, Letra de Tadeu Martins e Música de Airton Pimentel)
MELHOR VISUAL DE PALCO: Voando Baixo, Letra e Música de Caio Martinez
MÚSICA MAIS POPULAR
EU E O JOÃO DE BARRO
Letra: Paulo Ricardo Costa
Música: Emerson Martins
Intérpretes: Arison Martins e Emerson Martins