terça-feira, 30 de junho de 2009

Onde "meu canto" ganha vida

Dias atrás, publicamos uma entrevista referente ao CD "Meu canto - poemetos de campo" com o amadrinhador Silvério Barcelos. Apenas um poema, dividido em quatro partes, com a autoria de Eron Vaz Mattos. Desta vez, complementamos esse assunto com as palavras do declamador Xirú Antunes, que fala ao De terra, campo e galpão sobre esse trabalho, a sua importância e o que representa para a cultura gaúcha:

Xirú Antunes: declamador desta obra








Por João Cléber Caramez



1- Como foi a concepção deste trabalho intitulado "Meu canto - poemetos de campo"?


Ao ler a obra de Eron Vaz Mattos, Meu Canto, achei de vital importância para o Rio Grande do Sul. Trata de elementos que constituíram a personalidade do gaúcho que estão se deteriorando com o passar do tempo. Primeiramente, pelo desinteresse dos órgãos competentes responsáveis pela cultura no estado; segundo pela falta de leitura e de pesquisa da maioria dos jovens; terceiro porque gravando esta obra facilitaria seu entendimento e quarto, porque esta obra é uma referência de gauchismo, de sensibilidade terrunha, da personalidade do homem do campo.


2- Fale um pouco deste trabalho, como ele será desenvolvido e o que representa para a tua carreira?


É um trabalho que foi desenvolvido em quatro partes, cada uma delas trabalhada sensivelmente pelo Silvério, dando as características musicais expressivas necessárias e completas e tendo o aval da apresentação magnífica do poeta Sergio Carvalho Pereira que muito nos ajudou e apoiou neste trabalho. Um trabalho praticamente artesanal que é um marco pra mim, porque cada verso descrito me leva a muitas coisas que vivi nesta vida e em outras passadas. Além do mais, este trabalho me devolve a consciência do recitado que foi meu primeiro oficio.


3- Como será a divulgação, já que é bastante recente e como tu acreditas que as pessoas receberão este trabalho?



A divulgação será feita por nós mesmos, em eventos que participarmos. Pretendemos fazer três lançamentos importantes: em São Lourenço do Sul, Pelotas e Bagé e ainda em outros lugares que nos acolham. No más, é um trabalho para ficar. Acho que inicialmente as pessoas vão estranhar, porque a mídia dá importância hoje em dia a trabalhos mais turbulentos em que a poesia passa batida em que as melodias são alegres e bailáveis como eles costumam dizer. Sendo assim, as coisas são injetadas e as pessoas não pensam muito, nem se dão conta de que vivemos num mundo em que a cultura e a identidade estão sendo aos poucos subjugadas.

4- Tu acreditas que os poemas tem poucos espaços (locais, festivais) para serem apresentados porque a música é dominante?



Certamente. Tempo atrás, existiam diversos espaços para poesia, inclusive, diversos festivais. Hoje, podemos contar nos dedos. Não é que a música domine, mas é a cultura das pessoas que muitas vezes estão a frente de prefeituras, de eventos, e que preferem apostar em outro tipo de arte, exatamente por serem pessoas despreparadas que muitas vezes estão ali apenas politicamente.

5- Existe uma projeção para um eventual segundo trabalho entre essa parceria?



Sim, provavelmente faremos outros trabalhos neste estilo com o poeta Eron Vaz Mattos.

6- Como é a tua convivência com os teus parceiros Eron Vaz Mattos e Silvério Barcellos?



Muito boa. Obviamente, quem bebe da mesma fonte tem algo em comum e estas coisas aproximam as pessoas e as tornam bem relacionadas.

7- Tu acreditas que os "poemetos de campo" podem ser mais valorizados na mídia e que novos poetas e declamadores possam seguir os rastros de grandes ícones como Jayme Caetano Braun?



Acredito pela força dos versos, vai levar um bom tempo ainda. É um trabalho para ser visto com carinho e bastante calma. Uma expressão folclórica leva no mínimo trinta anos para se aculturar. Certamente que novos poetas e recitadores podem e devem seguir os caminhos de Jaime. Ele era um poeta que opinava e muito, esta era a grande característica dele, não ficar em cima do muro e assim que a coisa deve ser, porque como disse Noel, é um dever dos payadores falar o bem da verdade e se Deus deu este dom, é preciso também usar contra injustiças. Tem que existir também um papel social nisto tudo.

8- Conte um pouco para nós um pouco do teu sentimento ao escrever poemas e mais tarde, declamá-los. O que é necessário para ser um grande poeta e um grande declamador?



Um poema é uma forma de ver o mundo. Escrever é estar vivo, ter consciência do ser. E aqui nesta querência do sul, é estar de bem com os avós. Necessário para ser um grande poeta e declamador primeiramente é ter este dom, depois é saber cultivar com humildade e respeito as nossas raízes, preservar sem excessos nem agressividades e principalmente ter intimidade com a natureza.

9- Quais são as tuas principais fontes de inspiração para compor? Tu tens referências que influenciam no que escreves?



São elas as mesmas referências que me influenciam: o campo, os elementos que o compõem, suas peculiaridades. Muitas delas eu vi e fiz parte no segundo distrito de Piratini, quando era mais novo. Muitas destas coisas encontrei nas palavras dos poetas Osiris Rodriguez Castillo (uruguayo), Serafin Rota Garcia (uruguayo), Jaime Caetano Braun, Aureliano de Figueredo Pinto, Athaualpa Yupanqui(Argentino), entre outros. Enfim, o trabalho de pesquisa mesclado a minha vivência no campo junto ao meu dom, me deram a minha organização descritiva.

10- Deixe um chasque para aqueles que admiram os trabalhos poéticos como este e os teus contatos.



Primeiramente, agradecer a todos que de uma forma ou de outra admiram as coisas que faço, agradecer a ti pela atenção dispensada, meu fone é 5381187878, meu email é xiruantunes@hotmail.com, estou a disposição no que diz respeito a cultura das três pátrias, um abraço e gracias.

domingo, 21 de junho de 2009

4ª Manoca do Canto Gaúcho - Santa Cruz do Sul


LANÇAMENTO
Data: 26 de junho - às 19h30min
Local: Centro de Cultura Franscisco José Frantz


INSCRIÇÕES PARA A FASE LOCAL
Período: de 29 de junho a 13 de julho de 2009
Os locais para retirada do regulamento serão divulgados durante a semana.

TRIAGEM DA FASE LOCAL
Data: 18 de julho de 2009
Serão selecionadas 10 composições

FASE LOCAL
Data: 07 de agosto de 2009
Local: Bierhaus
Show: com Antônio Gringo
Serão 10 composições selecionadas na triagem irão. Se classificam 2 composições para a Fase Nacional.
FASE GERAL
Data: 06 de setembro de 2009
Local: Auditório da Faculdade Dom Alberto
Show: Luíz Marenco


Promoção: Associação Cultural Pró Rio Grande, Confraria Nativista de Santa Cruz do Sul, Dom Alberto, Gazeta Grupo de Comunicações.

Apoio: Poder Público Municipal, Absoluta Copiadora, Sindicato dos Bancários, Rápido Transpaulo


Informações:
51 9701-4788 - Rovani Morales - Coordenador Geral da 4ª Manoca
51 9649-9959 - Alex Carvalho - Presidente da Associação Cultural Pró Rio Grande

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Festival Pampa e Cerrado encerra com vitória de Bosco Ayalla e Martin César

Robledo Martins em palco na interpretação vencedora
A música De Sacramento a Sorocaba, de autoria dos compositores João Bosco Ayalla Rodrigues e Martin Cesar Gonçalves conquistou o primeiro lugar da Linha Pampa no 1º Festival Pampa e Cerrado, realizado em Brasilia-DF, nos dias 11,12 e 13 de junho de 2009. A obra, defendida pelo cantor Robledo Martins, ficou também com o troféu de Melhor Arranjo. Na segunda colocação classificou-se a milonga Sovéu Curto , de Heleno Cardeal e Pedro Guerra, defendida por Marco Aurélio Vasconcellos, cuja atuação lhe rendeu o prêmio de Melhor Intérprete Masculino. A Melhor Intérprete Feminina foi Shana Muller por sua interpretação de Gaúcha Bandeira, de Érlon Péricles e Angelo Franco. A Melhor Letra do festival foi Companheiro, de Telmo Vasconcelos e Eduardo Monteiro Silva. O violeiro Bilora recebeu o troféu de Melhor Instrumentista por sua participação na música "Saudade Matadeira".
Na Linha Cerrado, o troféu de primeiro lugar ficou Saudade Matadeira, letra, melodia e interpretação de Diorgen Junior. Em segundo lugar classificou-se Parada das Araras, de Zé do Prado, defendida pelo próprio autor.
*Fonte: Blog Jairo Reis

Márcia Tauill e Júlio Seda e Rafael são os vencedores do Viola de Todos os cantos

Final foi acompanhada por mais de 15 mil pessoas na noite de sábado (13), em Araraquara.

As músicas “Colheita” de Márcia Tauil e “O cantar do Galo” da dupla Júlio Seda e Rafael foram as vencedoras, respectivamente, das categorias regional e raiz na grande final do Festival Viola de Todos os Cantos, realizada na noite de sábado (13), em Araraquara.
Mais de 15 mil pessoas acompanharam a apresentação das 10 músicas finalistas no Centro de Eventos de Araraquara e Região (CEAR/Facira). Segundo a organização, esse é um novo recorde de público do Festival na cidade.

Melhor Intérprete
Na categoria regional, a música “Na paz e na dor”, interpretada pelo gaúcho Nilton Ferreira e com letra de Carlos Omar Vilela Gomes venceu a terceira edição do Troféu “Voto Popular”. A música teve 1.249 votos dos internautas que acessaram o site do Viola no EPTV.com. Além disso, Nilton Ferreira foi eleito como o melhor intérprete do Festival.

Melhor Letra
Os meninos Luis Gustavo e Luis Augusto do distrito Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto, receberam o troféu de melhor letra pela música “Todo Canto tem Viola”, cuja autoria é do pai José Augusto Pallaretti. Um empate também deu a vitória de melhor letra para a música “O Choro da Viola” interpretada pelo jovem cantor de São Carlos, Heytor da Viola e com a autoria de José Alberto Silva e Sérgio Gargarella.

Colheita da segunda vitória
Márcia Tauil conquistou o inédito bicampeonato na categoria regional do Viola com a música “Colheita”. A autoria é dividida entre ela e sua amiga Mana Tessari. Em 2007, ela conquistou o primeiro lugar na mesma categoria com a música “Canção da Estrada”.
Mineira de Guaxupé, Márcia foi radicada em Mococa, cidade que representou no evento. Já veterana no cenário da música popular brasileira, ela não escondeu a satisfação de vencer o Viola pela segunda vez. “É a maior alegria. Mais uma vez uma grande abertura em nossa carreira. Isso se repetir é maravilhoso”, contou emocionada ao descer do palco com o troféu.
Além do troféu, a cantora receberá a premiação de R$ 6 mil. A classificação de Márcia Tauil aconteceu em Poços de Caldas no dia 16 de maio, coincidentemente com a dupla que falaremos a seguir.

O cantar do galo foi antecipado
A dupla de São João da Boa Vista, Júlio Seda e Rafael, levou mais uma vez sua grande torcida à loucura quando a apresentadora do Viola, Fernanda Mitskoff, anunciou os vencedores da categoria raiz. “O cantar do Galo” de autoria de Júlio Seda, foi ovacionada pelo público araraquarense e deu à dupla a tão sonhada vitória.
Na participação no Viola em 2008, os cantores ficaram em terceiro lugar com a música “Sexta-Feira da Paixão”, mas, dessa vez, puderam soltar o grito de vitória, assim como fizeram na eliminatória em Poços de Caldas ao lado de Márcia Tauil.
“Esse ano foi o 1º lugar, graças a Deus. A emoção de vencer o Viola não tem tamanho. Não tem como explicar”, destacou o Júlio Seda.

Outros destaques

Regional
O grupo Voz, composto por um trio de gaúchos, ficou com o segundo lugar na categoria regional com a música “Girou, Febril”. Atualmente, os cantores vivem em São Paulo e surpreenderam o público com o estilo diferenciado da mistura dos violões aço e nylon, além da percussão e, claro, a tradição gaúcha. Os cantores faturaram o prêmio de R$ 3 mil.
O terceiro lugar ficou com o músico Zebeto Corrêa e sua música “Dançando com os Leões”. Corrêa foi o grande destaque da categoria na eliminatória em Varginha e recebeu, além do troféu, a quantia de R$ 2 mil.

Raiz
Além da melhor letra, os meninos de Bonfim Paulista, Luis Gustavo e Luis Augusto levaram o troféu de segundo colocados. Eles interpretaram ao lado de seu pai, José Augusto Pallaretti, a música já citada anteriormente, “Todo Canto tem Viola”. Os meninos também receberão o prêmio de R$ 3 mil.
A terceira posição da categoria raiz ficou para a dupla de Araraquara Peão Dourado e Mulato, que cantaram a música “Sertanejo Sofrido”, de autoria de João Platino e Tião do Ouro. A dupla também recebeu o troféu e o valor de R$ 2 mil.

A Final
A expectativa para a final era grande. Torcidas com famílias, jovens, crianças e idosos lotaram a Facira e aproveitaram a noite com as tradicionais apresentações de Mazinho Quevedo e Adrielli Duarte, do humorista Barnabé, do animado balé de Poços, da oquestra regida pelo maestro Agenor Ribeiro Neto e da emocionate interpretação de Ave Maria de Abel Dagli Angele.
Apesar disso, a grande atração foi a apresentação do ator e cantor sertanejo Sérgio Reis. Com mais de 35 anos de carreira e 54 discos gravados, ele presenteou o público com clássicos da viola como “Panela Velha”, “Chalana”, “Tocando em Frente”, “Chico Mineiro”, entre outras. “É maravilhoso. É a emoção daqueles que vem até aqui procurando os seus caminhos. Parabéns à EPTV e a todos que organizam o Viola de Todos os Cantos”, afirmou.

Os jurados
A grande novidade do Viola de 2009 foi o sorteio de cinco pessoas do público para compor o júri popular juntamente com o júri oficial. A organização do evento buscou uma forma de fazer com que o público interaja e participe cada vez mais.
Frequentador assíduo das eliminatórias, o aposentado Roberto Vieira do Santos, de 63 anos, foi um dos jurados sorteados na grande final. Ele vive em Araraquara há mais de 20 anos e falou sobre a responsablidade e a emoção de poder definir os melhores do Viola. “Principalmente como leigo, nossa pretensão não é de julgar e sim de sentir o que é mais razoável aos ouvidos “, ponderou.
*Fonte: EPTV

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Milonga para cantar querência vence a Sapecada em Lages

A 17ª Sapecada da Canção Nativa conheceu suas canções premiadas na madrugada desta quarta - feira, em Lages. O favoritismo de Milonga para cantar querência acabou confirmado. Tinha o destaque Luíz Marenco e Lisandro Amaral interpretando essa milonga composta por Sérgio Carvalho Pereira ao lado do lageano Índio Ribeiro. A composição ainda recebeu o prêmio de melhor melodia e melhor conjunto vocal. Pirisca Grecco voltou a ser melhor intérprete deste festival e ainda arrebatou o 2º lugar com um rasguido - doble de Uruguaiana, composto por Mauro Moraes. André Teixeira e Raineri Spohr, os dois intérpretes de Um certo galpão de pedra, música vencedora da última edição, acabaram repetindo um bom desempenho, mas desta vez com um 3º lugar através da Toada em voz de silêncio, composição de Otávio Severo e Adriano Alves, que ainda foram premiados com a melhor letra do festival. Confira o resultado completo:

MELHOR TEMA SOBRE A REGIÃO SERRANAQuando tomba um pinheiro
Ritmo: Milonga Canção

Letra: Milton César Hoff e Jucemar dos Anjos

Música: Juliano Moreira Ramos e Itacir Vieira da Silva

Intérprete: Itacir Vieira da Silva


MELHOR TEMA CAMPEIRODomingo de campanha

Ritmo: Xote

Letra: Alberto Ventura Neto

Música: Alberto Ventura Neto

Intérprete: Alberto Ventura Neto


MELHOR CONJUNTO VOCALMilonga para cantar querência
Ritmo: Milonga

Letra: Sérgio Carvalho Pereira

Música: Cristian Camargo

Intérprete: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro


MELHOR ARRANJOQuatro cantos do planeta

Ritmo: Chacarera

Letra: Rodrigo Bauer

Música: Ângelo Franco

Intérprete: Shana Müller


MELHOR MELODIAMilonga para cantar querência
Ritmo: Milonga

Letra: Sérgio Carvalho Pereira

Música: Cristian Camargo

Intérpretes: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro


MELHOR LETRAToada em voz de silêncio

Ritmo: Toada

Letra: Adriano Alves e Otávio Severo

Música: Raineri Sphor

Intérpretes: Raineri Spohr / André Teixeira


MELHOR INSTRUMENTISTARodrigo Maia ( Em Quatro cantos do planeta)
MELHOR INTÉRPRETEPirisca Grecco (Em Chora gaita véia)


MÚSICA MAIS POPULARDomingo de campanha
Ritmo: Xote

Letra: Alberto Ventura Neto

Música: Alberto Ventura Neto

Intérprete: Alberto Ventura Neto


3º LUGAR - Toada em voz de silêncio
Ritmo: Toada

Letra: Adriano Alves e Otávio Severo

Música: Raineri Sphor

Intérpretes: Raineri Spohr / André Teixeira

2º LUGAR - Chora gaita véia
Ritmo: Rasguido-doble

Letra Mauro Moraes

Música: Mauro Moraes

Intérprete: Pirisca Grecco


1º LUGAR - Milonga para cantar querência
Ritmo: Milonga

Letra: Sérgio Carvalho Pereira

Música: Cristian Camargo

Intérpretes: Lisandro Amaral / Luiz Marenco / Índio Ribeiro

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Resultados: 9ª Sapecada da Serra Catarinense

1º lugar - Imagens do pago (Chamamé) -
Letra: Aldo Martins Neto/ Música: Michel Martins / Intérp. Vitor Amorim/ James Michel.
2º lugar - Remoçado (Chamarra) -
Letra: Clauri Olávio da Silva/ Música: Daniel Mateus da Silva / Intérp. Daniel Mateus da Silva.
3º lugar - Quando tomba um pinheiro (Milonga canção) -
Letra: Milton César Hoff e Jucemar dos Anjos/ Música: Juliano Moreira Lemos e Itacir Vieira da Silva / Intérp. Itacir Vieira da Silva.

Mais popular:Domingo de campanha (Xote) -
Letra, Música e interpretação: Alberto Ventura Neto.
Melhor intérprete: Sérgio Boscato
Melhor instrumentista: Guilherme Garcia
Melhor letra: Quando tomba um pinheiro
Melhor arranjo: Imagens do pago
Melhor conjunto vocal: Imagens do pago
Melhor melodia: Escutando do silêncio (Chamarra) -
Letra: Mário Arruda/ Música: Edvan "Índio" Ribeiro / Interp. Índio Ribeiro.
Melhor tema campeiro: Domingo de campanha
Melhor tema sobre a região serrana: Marcos na memória (Chamarra) -
Letra: José Goulart / Música: Éder Goulart / Interp. Éder Goulart/ Bada Castro.

* Colaboração de Roberta Althoff

segunda-feira, 1 de junho de 2009

24º Carijo da Canção Gaúcha - resultado

Palmeira das Missões recebeu entre os dias 28 e 31 de Maio, mais uma edição do Carijo. Confira o resultado completo:

1º lugar: Por entender a vida
(Piero Ereno / Nilton Ferreira )
Intérprete: Nilton Ferreira

2º lugar: Querência de um rancho só
(Carlos Omar Vilela Gomes / Osmar Carvalho)
Intérprete: Flávio Hanssen

3º lugar: Figos Caseiros
(João Ari Ferreira / Piero Ereno)
Intérprete: Miguel Marques

Melhor instrumentista: Léo Pereira Filho
Melhor intérprete: Miguel Marques
Melhor letra: Querência de um rancho só (Carlos Omar Vilela Gomes)

Melhor Arranjo Instrumental: Milonga do enforquilhado
(Francisco Luçardo / Paulo Ricardo Saavedra Pinto)
Intérprete: João Quintana Vieira

Melhor Arranjo Vocal: Por entender a vida
(Piero Ereno / Nilton Ferreira)
Intérprete: Nilton Ferreira


Melhor tema sobre Palmeira das Missões: Rio da várzea
(Marcos Antonio Giacometti / Angelino Rogério / Jorge André Rogério)
Intérprete: Jorge André Rogério

Melhor tema ecológico: N'algum confim do Brasil
(Carlos Omar Vilela Gomes / Leonardo Sarturi / Luiz Cardoso)
Intérprete: Leonardo Sarturi e Luiz Cardoso

*Colaboração de Roberta Althoff

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma guitarra que ponteia os poemetos de campo

Silvério Barcellos: amadrinhador
Meu canto - poemetos de campo é um trabalho em que estão envolvidos dois grandes nomes da poesia campeira: Eron Vaz Mattos e Xirú Antunes. Um deles, Eron Vaz Mattos, fez os versos que o outro, Xirú Antunes, tem a sensibilidade de declamá-los. Para completar a parceira, Silvério Barcellos é o amadrinhador desta obra que tem todos os requisitos para ser marcante nos registros fonográficos. E quem fala para o De terra, campo e galpão sobre esse trabalho e suas características é Silvério Barcellos:


Por João Cléber Caramez
1- Como foi a concepção deste trabalho intitulado "Meu canto - poemetos de campo"?
Conheci o poema de Eron Vaz Mattos “Meu Canto” em 2004 através do amigo Guilherme Collares. Depois fui presenteado com o livro por Sérgio Carvalho Pereira, em uma visita a sua casa. Li repetidas vezes esta obra e sempre a julguei fortíssima e genuína, como obra poética Riograndense. Até que uma tarde, em minha casa, o grande poeta e recitador Xiru Antunes me fez o convite para gravar-mos este trabalho. Ele mostrava-se preocupado com o que os interpretes estavam gravando em nível de poesia e não gostaria de ver a obra de Eron Vaz Mattos longe do acesso as pessoas. Liguei então para o Eron pedindo permissão para trabalhar em seus versos e ele de pronto me autorizou na realização deste projeto. Dividimos o poema todo então em 4 partes, que eu chamo de movimentos, e começamos a colocar o clima certo em cada movimento, buscando a “cor”e a cadência mais apropriada a cada parte do poema.


2- Fale um pouco deste trabalho, como ele será desenvolvido e o que representa para a tua carreira?

Este trabalho sinceramente não possui uma pretensão comercial forte. Não está relacionado com gravadoras e a tiragem foi bem modesta, mas sei certamente que é de grande importância como registro fonográfico e poético para a cultura do Rio Grande do Sul. É um projeto independente de Eron Mattos, Xiru e eu e só é encontrado a venda conosco mesmo. Sinto-me honrado em ter sido convidado e em possuir afinidades com essas pessoas tão importantes para a nossa arte. Nos discos que já gravei em minha carreira como guitarreiro, este sem dúvida possui lugar de destaque no que diz respeito a identidade cultural gaúcha.

3- Como será a divulgação, já que é bastante recente e como tu acreditas que as pessoas receberão este trabalho?

Temos feito lançamentos. Já realizamos em São Lourenço e em São Gabriel. Dentre em breve será em Pelotas e Bagé. Pode ser que Porto Alegre entre no roteiro, mas estas cidades estão em nossa preferência para os lançamentos. Está sendo divulgado nos festivais nativistas do estado e em Santa Catarina e em shows como o de Lisandro Amaral com o qual também trabalho. Como disse, é independente, mas estamos contentes com a procura e a aceitação do público. Os comentários estão sendo ótimos a respeito.


Cartaz de lançamento do CD - Meu canto

4- Tu acreditas que os poemas tem poucos espaços (locais, festivais) para serem apresentados porque a música é dominante?

Sim. Creio que os poemas poderiam ter mais espaços, mas não como festivais nativistas, mas algo mais introspectivo como nas salas de música e em teatros deveriam ter maior atenção dos administradores. Não só o poema gaúcho e de campo mas a poesia em geral, latinamericana, brasileira, espanhola, portuguesa,francesa, de boa qualidade.

5- Existe uma projeção para um eventual segundo trabalho entre essa parceria?
Existe sim. É a seqüência desta obra. Estive na casa do Eron em Bagé onde ele me mostrava o prosseguimento. Meu canto II. Tão emocionante quanto este primeiro. Está sendo escrito por ele, mas com muito cuidado e sem pressa para concluí-lo. Com todo talento e a sabedoria que ele possui. Já autorizou Xiru e eu a gravar esta seqüência.






O poeta Eron Vaz Mattos



6- Como é a tua convivência com os grandes poetas Xirú Antunes e Eron Vaz Mattos?
A convivência é maravilhosa. Conheço a uns 10 anos Xiru Antunes e sempre tivemos uma estreita amizade, afinidade musical e poética. Diria espiritual mesmo. Foi o Xiru quem me apresentou ao Eron a alguns anos e dali, sempre que vou a Bagé, reservo uma tarde para visita-lo. Temos muitos outros amigos em comum e sempre fomos muito sinceros em nossa amizade. Assim será por muitos anos tenho certeza.

7- Tu acreditas que os "poemetos de campo" podem ser mais valorizados na mídia e que novos poetas e declamadores possam seguir os rastros de grandes ícones como Jayme Caetano Braun?

Certamente os poemetos de campo devem ser mais valorizados. Os programas nativistas das rádios seguem sempre os mesmos interpretes, não vejo renovação no repertório e nem na formula musical que é empregada pelas rádios. Os poemas devem com certeza ser mais valorizados. Quanto sobre outros poetas seguirem o rastros dos grandes, já é mais complicado, pois não basta querer escrever, tem que ter o dom da palavra e muita cultura literária. Não basta somente colocar no papel palavras já usadas por outros simplesmente mudando a ordem delas. Tem que ter uma base cultural forte e ainda ter o dom da poesia, não da palavra fria simplesmente colocada no papel. Se tiver este talento, o reconhecimento vem ao natural, sem imposições.



Xirú Antunes: declamador desta obra

8- Conte um pouco para nós sobre o papel desempenhado pelos amadrinhadores em uma declamação e a sua importância neste contexto?

Ser em exímio instrumentista não é prioritário para ser um bom amadrinhador, mas gostar de ler poesia. Compreender o sentido que o poeta quis dar ao poema. Ter o habito de ler, sentir as expressões certas, as pausas, as dinâmicas e a “cor” que o poema pede é muito importante. É o poema que pede o tom e o modo a ser trabalhado, não é imposto pelo guitarreiro, o poema é quem diz isso a ele.

9- Deixe um chasque para aqueles que admiram os trabalhos poéticos como este e os teus contatos.

Mais importante que o nome das pessoas envolvidas na obra serem reconhecidos futuramente ou não, é os sentimentos que o trabalho deixa em cada pessoa. Creio que o maior triunfo de um poeta ou de um arranjador seja quando os versos dele fiquem populares a tantos que a autoria já nem importe, que se torne de domínio público, fique para o folclore. Assim como um bom arranjo. Creio que ai sim o poeta atingiu seu objetivo. A de fazer poesia pela poesia.

Silvério Barcellos
sbbarcellos@gmail.com






Retratos de um fundamento através da música

Fabrício Marques é um jovem intérprete que ganha cada vez mais destaque no cenário nativista através de suas constantes participações. Com isso, as premiações são resultados de um trabalho em que o amor pelo campo e por cantar suas verdades se confundem. Dessa forma, venceu no ano passado a 5ª Galponeira de Bagé, com a composição Frio de Maio, em parceria com Fábio Maciel. Como essa união rendeu um grande resultado, este ano, na 4ª Nevada da Canção de São Joaquim, a parceria venceu o festival com a composição Que pecado, parceiro.
Com trabalhos que passaram pelos palcos dos festivais do nosso estado, Fabrício Marques chega com seu novo trabalho e conta em maiores detalhes a sua vida na música, as amizades reculutadas pelo tempo e o que virá na sequência nesta entrevista cedida ao De terra, campo e galpão:

Fabrício Marques

Por João Cléber Caramez

1- Como começou a tua carreira no nativismo?

Bueno, o gosto pela música e a temática campeira trago de berço, minha família materna é rural e cresci escutando meu avô e meu tio tocando e cantando. Aos 12 anos ganhei um violão, quando ainda morava em Canguçu, onde fiz as primeiras aulas. Mas foi só em Pelotas (aos 17 anos) - quando fazia o curso técnico em Agropecuária no Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), junto com Henrique Ugoski Novack “In memorian” e Andrigo Xavier - que a coisa foi ficando mais séria e quando percebemos estávamos tocando na noite, em bares e restaurantes, a exemplo do Rincão Nativo - de Pelotas - que além de ter sido a primeira casa que nos abriu as portas, foi um dos patrocinadores do meu 1º CD.

2- Pela tua presença constante nos festivais, fale um pouco sobre a tua trajetória nestes palcos.

Em 1999 participei do meu primeiro festival, 7º Chamamento da Arte Nativa em Santana da Boa vista, defendendo a marca: Campeiro e Fronteiriço, a convite do Jari Terres e por indicação do Joca Martins (eu era aluno dele na época), pouco tempo depois classifiquei a minha primeira composição autoral, Na alma da noite, em parceria com Roberto Luçardo no XIII Terra e Cor de Pedro Osório.
De lá pra cá já se vão 10 anos (alguns mais, outros menos produtivos), mas, continuamos levando nosso trabalho com seriedade e acima de tudo amor pelo que fazemos, isso é o mais importante!

“Se for pecado sentir, perdoem o que proclamo,
Só canto àquilo que amo, pois não preciso mentir”

Premiação em Bagé: Frio de maio, grande vencedora


3- Tu tens viajado para fora do estado, como na Nevada da Canção, em SC, tens notado alguma diferença em relação à forma como cultivam o nativismo, como é a receptividade?

Pois é, ano passado eu classifiquei na 16ª Sapecada de Lages a composição Cacimba e vertente em parceria com Martin César Gonçalves, João Bosco Ayala Rodrigues e Éverson Maré, mas como eu estava num intercâmbio acadêmico em Portugal (onde aproveitei para divulgar meu trabalho também) não pude comparecer no evento.
Já esse ano, novamente classificamos uma marca num festival catarinense, dessa vez na 4ª Nevada de São Joaquim, onde tivemos a felicidade de ganhar o festival com a composição Que pecado, parceiro em parceria com Fábio Maciel e André Teixeira. Me faltam palavras para descrever quão bem fomos recebidos, mas nem vou citar nomes para não correr o risco de cometer alguma injustiça deixando alguém de fora.
Quanto à maneira com que cultivam a arte nativa, pelo fato da serra catarinense ter sido caminho e pouso de tropas, se nota essa “identidade tropeira” bastante viva nas obras deles... Nada mais verdadeiro e natural em se tratando de NATIVO (ismo) né?!... E também não posso deixar de citar aqui o trabalho dos “guris” do “Quarteto Coração de Potro” que há tempos mantém uma parceria forte com o Rogério Villagran e vêm se destacando cada vez mais nos nossos palcos, me confesso fã do trabalho deles.

Que pecado, parceiro, vencedora da Nevada: mais uma parceria com Fábio Maciel

4- Fale um pouco sobre este 2º CD - "Meu fundamento" e como esta à divulgação e a receptividade das pessoas?

Bom, esse trabalho novo segue a mesma linha do “Por Ser Assim”, tanto nos temas, arranjos, ritmos... Quanto nas participações especiais, enfim, na sua identidade. Também é basicamente autoral, com apenas quatro músicas de outros colegas dentro das 14 faixas do CD.
A receptividade, por vezes tem até superado as expectativas, como no caso do Lançamento Oficial em Pelotas durante a 7ª Bailanta Gaúcho e Prenda, em que várias pessoas da platéia sabiam as músicas “decor” e cantavam junto com a gente.
Já a divulgação está por nossa conta, contando com a Produção da Terruña – Assessoria de Comunicação e Marketing - Porque depois de muito negociar com as “Exploradoras”, resolvi fazer um disco independente...
Felizmente está indo bem, pela facilidade de comunicação que a tecnologia nos permite hoje, não existem mais distâncias. O que fica um pouco prejudicada é a distribuição, mas a gente sempre anda com o trabalho junto em todo e qualquer evento em que nos façamos presentes. Do contrário, vendo pela internet também, o pessoal faz um depósito bancário e a gente envia o CD pelo correio.

Ao lado de Raineri Spohr, que faz participação do "Meu fundamento"

5- Como é a tua relação com outros músicos e compositores?


Chê, é ótima, é “Aaaaallllge” (quem não entender aguarde e siga acompanhando nossos festivais que em breve entenderá, hehe)...
Mas, mais do que isso, é extremamente necessária. Ninguém trabalha sozinho, e eu não sou diferente, basta ver que raras são as composições que faço letra e melodia, mas ainda assim necessito do trabalho dos músicos para arranja-las e executa-las. Eu costumo dizer, quando apresento a banda nos shows, que ELES são o MEU FUNDAMENTO, e é a mais pura verdade. Se hoje eu começo a ter uma certa notoriedade sem dúvida nenhuma devo isso a eles, a eles e aos outros “ermãos” que me dão a honra de dividir uma parceria e/ou o palco.
Novamente não citarei nomes pelo mesmo motivo...

Capa do seu 2º CD - Meu fundamento

6- Como é a tua relação com a mídia? Existe espaço para a divulgação do nativismo nos veículos de comunicação ou ainda precisamos melhorar nessa questão?

Bem, conforme comentei anteriormente, as facilidades tecnológicas hoje são imensas, com a Internet não existem mais fronteiras nem distâncias, um exemplo bárbaro disso foi ano passado quando, novamente numa parceria com o Fabinho (Fabio Maciel), e melodia do Juliano Moreno, tivemos satisfação de sacar o 1º Lugar e Melhor Poesia da 5º Galponeira de Bagé com a composição Frio de Maio, a qual escutei direto de Lisboa enquanto proseava pelo “msn” com o Dé Oliveira, músico, que na época morava em Sopot (Polônia) e também estava acompanhando o festival.
Só relato esse fato para mostrar a dimensão da divulgação que a “rede” nos proporciona. Eu tenho e defendo o uso de todas essas ferramentas que podem nos auxiliar nesse trabalho (Orkut, Msn, MySpace, PalcoMp3, Facebook)... Isso sem citar os Blogs e Sites que fazem a cobertura de nossos eventos junto com as emissoras de TV e Rádios (da web ou não) que nos dão um baita apoio.
Enfim, com todas essas facilidades, só não se divulga quem não quiser. Óbvio que uns tem mais acesso que outros, mas cabe a nós ir atrás desses espaços.

Durante show de lançamento do CD, ao lado de Cícero Camargo

7- Quais são as tuas referências e influências para desenvolver o teu trabalho musical?

“Por Ser Assim, venho de alma e rédeas em punho, estradeando um canto que, por terrunho, segue cruzando vaus e picadas, quebrando geada nas madrugadas, seguindo o rastro “dos que outrora foram culatra e que agora são os ponteiros dessa jornada...”
São os que o campo, por soberano, escolheu decerto pelo tutano, pra serem “ele” nas pulperias, chio de cambona nas manhãs frias, canto de sanga, mato e banhado, tinir de argola e berro de gado...
Não só por gosto, mas por vivência trago pulsando a minha querência em cada veia, pelo meu cerno, num cantochão que será eterno...
Pelas verdades que canto e falo sei que a cultura “tá” de a cavalo graças a esses índios pampeanos, respeitem Jaime, Noel, Aureliano... Porque Assim Cantam os Galos...”
Acho que com esse fragmento da apresentação que fiz para o Meu Fundamento, respondo essa questão.

8- Fale um pouco também do teu 1º CD - "Por ser assim" e qual é a música que mais te marca?

O “Por Ser Assim”... O nome desse disco já diz muito, meio que fala por si...
A minha grande preocupação nesse trabalho era “me apresentar”, era mostrar pra pessoas “o que e porque canto”, nunca desperdicei meu tempo pensando se iam gostar dessa ou daquela música, se iam gostar ou não do meu timbre, das minhas interpretações, gosto é uma coisa muito particular e que não se discute; Eu também não gosto de muito do que escuto, em contrapartida, gosto de muitas coisas que várias outras pessoas não gostam. Enfim, o que realmente me preocupava era se eu iria ou não conseguir passar para quem escutasse que aquilo tudo que ali estava gravado era sincero e verdadeiro, felizmente, pela receptividade que o cd teve vi que sim, vi que aqueles que tiveram contato com o trabalho entenderam o que eu queria e mais que isso, deram o aval que eu precisava para seguir trabalhando. E não importa quantos foram, importa é que com o que sinto, consegui tocar o sentimento das pessoas...
É... O “Por Ser Assim” cumpriu seu papel!!!

Capa do 1º CD - Por ser assim

9- Quais são os teus planos, principais objetivos para a sequência da carreira?

Meu principal objetivo é seguir fazendo o que gosto, compondo e cantando temas que me toquem e principalmente dividindo estas composições e o palco com meus “irmãos de alma e arte” e dedicando esse trabalho para aqueles que respeitam e entendem o que a gente quer passar. Pois com toda certeza o melhor de tudo que já conquistei nesse meio musical foram as amizades, tanto dentro quanto fora do palco, em cada rincão que a gente apeia vamos dividindo experiências, convicções e verdades e assim multiplicamos nosso “saber pequenininho” e temos a oportunidade de aprender muito com quem nos escuta e admira... Eu não tenho fãs, tenho amigos que compartilham das minhas verdades e por isso mesmo se identificam com meu canto.

10- Deixe um chasque para todos aqueles que te admiram e os teus contatos.

Bueno, a bem da verdade eu não me considero um artista e sinceramente nem quero me sentir assim... O que eu sou é um apaixonado pela minha terra que tento, à minha maneira, defender aquilo que acredito.

“Talvez nem seja poeta
Mas me permito cantar
À quem quiser escutar
O que me agrada ou inquieta”

... Ninguém me tira o direito de expor meus pensamentos, então se acheguem por um momento, desencilhem no oitão e escutem com coração o que diz MEU FUNDAMENTO!

Baita abraço, e gracias pelo carinho!

CONTATOS:

MSN: fabriciomarques7@yahoo.com.br
CEL: (53) 9112-2798
MySpace: http://www.myspace.com/fabriciomarques7
PalcoMp3: http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/fabriciomarques/
Orkut: Fabrício Marques
Comunidade: Fabrício Marques
Contato p/ shows: Terruña Assessoria de Comunicação e Marketing – (53) 3028-3230 / (53) 8125-0143 c/ Vitor

André Teixeira no Estância de São Pedro


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Folclore Nativo no Bom Dia Campo, do Canal Rural

O grupo Folclore Nativo, de Sorocaba-SP, estará na manhã desta quarta-feira no programa Bom Dia Campo, ao vivo dos estúdios do Canal Rural em São Paulo. O programa vai ao ar a partir das 7h.
Confira um pouco da história deste grupo que tem uma proposta diferenciada e está conquistando o seu espaço:

O grupo Folclore Nativo, formado há três anos por músicos de várias vertentes, pretende conquistar o mercado musical sem perder suas características essenciais: um grupo de música regional que resgata a cultura brasileira, através de suas músicas nativistas, embora tenha conquistado, também, apreciadores de outros estilos da música.
A dedicação à música tradicional do Rio Grande do Sul deve-se a paixão do grupo Folclore Nativo por esse estilo de canção. Dois de seus membros, Ângelo e Bruno, nasceram naquele Estado, e os outros são gaúchos de coração, como afirmam: "Ser gaúcho não significa ter nascido no Rio Grande do Sul, mas seguir as tradições e levar essa cultura adiante".
Em Janeiro de 2008, conquistaram dois prêmios no VI Festival Cante uma Canção em Vacaria no Rio Grande do Sul:
1° Lugar como a Música Mais Aclamada Pelo Público, com 649 votos;
3° Lugar na classificação geral.
O Festival é realizado como parte integrante do Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, um dos mais respeitados do país. É também um rodeio cultural, que promove diversos concursos que valorizam a tradição gaúcha como: declamação de poesia nativista, competições de violão, gaita, chula, etc.

Três de suas composições regionais já conquistaram prêmios no Festival Prêmio Sorocaba de Música:
"De Paulista pra Gaúcho" ficou em segundo lugar em 2006;
"Sonho Real" recebeu o prêmio de melhor arranjo em 2007;
"A Melhor das Tristezas" foi classificada como música mais aclamada pelo público em 2008.
Eles acreditam que, pelo fato de terem estudado a música erudita, conseguem fazer um som bem próximo do que é usado no Rio Grande do Sul. "O fato de sermos de Sorocaba é uma coincidência, já que a cidade tem laços históricos com o Rio Grande do Sul. É importante ressaltar que nossas composições são regionais, mas com características da música erudita e com elementos de São Paulo".
Conforme os compositores Rica Silva e Ângelo Varella, além das composições regionais, o grupo tem canções de outros estilos. E já conquistaram primeiro lugar em festivais de música sacra.O grupo Folclore Nativo, formado há três anos por músicos de várias vertentes, pretende conquistar o mercado musical sem perder suas características essenciais: um grupo de música regional que resgata a cultura brasileira, através de suas músicas nativistas, embora tenha conquistado, também, apreciadores de outros estilos da música.

Veja mais no site www.folclorenativo.com.br

Raineri Spohr no Estância

Nesta quinta-feira, dia 21, o Estância de São Pedro (Rua João Alfredo, 387, Cidade Baixa, Porto Alegre) tem a presença do cantor Raineri Spohr, que traz em seu show, canções do seu CD "Por campo e galpões. O evento tem início por volta das 21h.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Luiz Cardoso - Pátria Gaúcha


Numa obra que aponta na direção tanto do nativismo quanto da música gaúcha tradicional, Luiz Cardoso concebe Pátria Gaúcha exatamente com o intuito de quebrar esta fronteira imaginária. Há espaço para o genuíno apego à terra e à prenda, como em "Meu Pedaço do Rio Grande" e "Ranchito de Campo". Também há a sina do gaúcho andejo, como bem mostra "Voltando Pras Casas" e o culto à genuína amizade em "Pra Um Matear Amigo". Enfim, tudo a que o gaúcho dá mais valor está neste CD, simples e nobre.
Maio/2009

01 - Meu Pedaço do Rio Grande

02 - Ranchito de Campo

03 - Pátria Gaúcha

04 - Voltando Pras Casas

05 - Folga de Domingo

06 - O Amor

07 - Alvorecer

08 - Morena do Amanhecer

09 - Pra Um Matear Amigo

10 - Mate da Espera

11 - Essas Mágicas Mulheres

12 - Romance da Potra Estrela
Fonte: Gravadora Vertical

Jean Kirchoff e Ita Cunha - Nos festivais


Em paralelo à sua carreira discográfica conjunta, Jean Kirchoff e Ita Cunha são frequentes finalistas de festivais pelo Rio Grande afora. Este disco é uma prova irrefutável deste fato, onde só aparecem músicas de destaque no circuito, seja interpretadas em conjunto, seja pelos artistas em separado. A qualidade das composições é uma premissa básica, pois já foram premiadas. Mas o requinte dos arranjos registrados neste CD são o grande diferencial, como provam especialmente "O Laçador É o Paixão", "Pedro Pobre" e "Rincão de Posteiro".Março/2009
01 - O Laçador É o Paixão
02 - Pedro Pobre
03 - Da Estância Marca de Cruz
04 - Caborteira
05 - Sou de Campo (Mano Velho)
06 - Rincão de Posteiro
07 - Porongos, Traição ou Coincidência
08 - Trocando as "Vaca" de Campo
09 - No Ermo das Noites Largas
10 - A História na Estampa
Fonte: Gravadora Vertical

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Procedência: novo CD de César Oliveira e Rogério Melo

Projeto do novo CD da dupla


A dupla César Oliveira e Rogério Melo trabalha em um novo projeto musical: o CD "Procedência". Esse trabalho será composto de dois discos, um deles com composições de Rogério Villagran que serão interpretadas por César Oliveira e outro com composições de Anomar Danúbio Vieira e a interpretação de Rogério Melo. Cada um dos discos conta com a interpretação do dueto em 5 faixas.


A chegada do CD está prevista para o mês de julho:


"Apegos e anseios do meu canto"


Rogério Villagran


César Oliveira


"Regional"


Anomar Danúbio Vieira

Rogério Melo

César Oliveira e Rogério Melo: 1º disco duplo


Fonte: Blog Pulperia




terça-feira, 12 de maio de 2009

Raineri Spohr - Informativo


Pré lançamento do CD "Gaúchos" no Estância de São Pedro

Nos dias 15 e 16 de maio, Robledo Martins e Rui Carlos Ávila fazem o pré lançamento do Cd "Gaúchos" no bar e restaurante Estância de São Pedro em Porto Alegre.No Show, clássicos da música Gaúcha e uma prévia do que vêm por ai com o lançamento do "GAÚCHOS", que vêm sendo considerado como uma grande expectativa e estará nas lojas a partir de Junho. Robledo Martins e Rui Carlos Ávila apresentam o "Gaúchos", com a banda que os acompanha, na próxima sexta e sábado pós 22 horas no Estância de São Pedro em Porto Alegre.



Quando: 15 e 16 de Maio (Sexta e Sábado)
Hora: Pós 22 horas
Onde: Estância de São Pedro [Rua João Alfredo 383, quase esquina com a República, Cidade Baixa em Porto Alegre]
Reservas: (51) 32263082



Aline Ribas
Produtora Executiva Gaúchos
Robledo Martins & Rui Carlos Ávila
(53) 91426167
(53) 91444494
producaogauchos@hotmail.com

Cristiano Quevedo - informativo


sexta-feira, 8 de maio de 2009

CEVANDO UM MATE


PROGRAMA CEVANDO UM MATE

A região de Santa Cruz do Sul , agora possui um espaço reservado para o Nativismo na TV , o PROGRAMA CEVANDO UM MATE . O programa tem direção e apresentação do Jornalista Valdemar Mancilhas , profundo conhecedor da arte musical gaúcha e dos usos e costumes do nosso povo , na produção executiva deste projeto está a Virtual produtora , empresa com grande destaque no ramo audiovisual da região.


( Matias Moura e Valdemar Mancilhas na gravação do programa)

CEVANDO UM MATE , é veiculado pelo canal 20 da NET , Santa Cruz do Sul , com exibições , Sábado , Domingo e Segunda , em diferentes horários , além disso o programa vem buscando acompanhar os avanços tecnológicos , está sendo preparado para ser exibido também na internet.

" o programa cevando um mate , é um espaço que nós criamos para que as pessoas que trabalham com cultura gaúcha no nosso estado possam mostra seu trabalho na TV " diz Mancilhas.


( Grupo Os Urutau fazendo mais uma apresentação no CEVANDO UM MATE)

SE você é músico e quer divulgar seu trabalho na TV , entre em contato conosco.

Matias Moura email e msn .matias.moura@hotmail.com

Fone: 93472503 , ou 3056-2994 ( Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul)

Valdemar Mancilhas email e msn mancilhas@bol.com.br

Fone: 96912373 , ou 21074140, ou3715-7100.


Te esperamos CEVANDO UM MATE .

MATIAS MOURA DE CAMPO E ALMA DIVULGAÇÃO.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Milonga deixa prêmio em casa

Transparência, uma milonga de Hércules Grecco e Almo Luis da Silva; que também foi o intérprete e dividiu o palco com suas duas filhas e com o violonista Maurício Lopes, conquistou a simpatia dos jurados e venceu a 4ª Capela da Canção Nativa, neste último final de semana entre os dias 1º e 3 de maio, na cidade de Amaral Ferrador. A composição ainda foi premiada como melhor letra e representou a cidade que sediou o evento.
Mais do que vencer, o mesmo conjunto que subiu ao palco na composição vencedora também apresentou Repisando rastros, uma letra de Gilmar Batista e música de Almo Luis da Silva aclamada pelo público presente como a mais popular desta edição. A segunda colocada Um paraíso o teu olhar representou Piratini; com letra, música e interpretação de Cristiano Quevedo, que levou o prêmio de melhor intérprete por sua boa atuação.
De que valem as bandeiras, uma letra de Caine Teixeira Garcia e música de Zulmar Benitez, levou o terceiro lugar com interpretação de Pirisca Grecco e teve a presença de músicos como Luciano Fagundes, Guilherme Goulart e Clarissa Ferreira. O melhor instrumentista foi Paulinho Goulart por sua atuação em Um paraíso o teu olhar e a melhor indumentária foi para a dupla formada por Ita Cunha e Leonardo Paim, que defenderam a composição Recuerdos. Veja o resultado completo:
1º lugar -
Transparência
Letra: Hércules Grecco (in memorian)
Música e Interpretação: Almo Luis da Silva




2º lugar -
Um paraíso o teu olhar
Letra, música e interpretação: Cristiano Quevedo



3º lugar -
De que valem as bandeiras?
Letra: Caine Teixeira Garcia
Música: Zulmar Benitez
Intérprete: Pirisca Grecco



Melhor letra:
Transparência



Melhor indumentária:
Ita Cunha e Leonardo Paim




Melhor intérprete:
Cristiano Quevedo




Melhor instrumentista:
Paulinho Goulart





Música mais popular:
Repisando rastros
Letra: Gilmar Batista
Música e interpretação: Almo Luis da Silva








quarta-feira, 29 de abril de 2009

4ª Capela da Canção Nativa - Amaral Ferrador



ESTRONDO LEGÜERO

Letra: SÉRGIO TEIXEIRA

Música: ZULMAR BENITEZ

Cidade: BAGÉ


MEU MUNDO

Letra: SÉRGIO SODRÉ PEREIRA

Música: RODRIGO BARRETO

Cidade: MONTENEGRO/AMARAL FERRADOR


QUANDO PARTE UM CAMPEIRO

Letra: JOÃO STIMAMILIO

Música: DIEGO GEISLER

Cidade: PORTO ALEGRE


ZAMBITA DE LAS NOCHES

Letra: NINO FERRAZ

Música: DAVI COVALESKY

Cidade: ENCRUZILHADA/PELOTAS


TRANSPARÊNCIA

Letra: HÉRCULES GRECCO

Música: ALMO LUIS A. DA SILVA

Cidade: PORTO ALEGRE/AMARAL


O GUITARREIRO E O RIO

Letra: DIEGO GUTERRES

Música: TIAGO OLIVEIRA

Cidade: ENCRUZILHADA


FLOR GAÚCHA

Letra: MARCIO NUNES CORRÊA, JULIANO MORENO E ZÉ RENATO DAUDT

Música: JULIANO MORENO

Cidade: SANTANA DO LIVRAMENTO


RIO DE SAUDADE

Letra: HELVIO L.CASALINHO E JOSÉ F. GONZALES

Música: HELVIO L.CASALINHO E FABIANO BACCHIERI

Cidade: PELOTAS


ALAMBRADOR E GUITARREIRO

Letra: ÉDER ROSA

Música: ÉDER ROSA

Cidade: CAPÃO DO LEÃO


COM JEITO DE CAMPO

Letra: MÁRCIO RODRIGUES

Música: LUIS CARDOSO

Cidade: SANTANA DO LIVRAMENTO


AOS MEUS OLHOS A METADE DE MIM

Letra: FREDERICO VIANNA

Música: FREDERICO VIANNA

Cidade: PELOTAS


DO FILHO DA BUGRA

Letra: OLAVO O. LORETO

Música: JEAN ALLAMA

Cidade: PORTO ALEGRE/GUAIBA


UM PARAÍSO O TEU OLHAR

Letra: CRISTIANO QUEVEDO

Música: CRISTIANO QUEVEDO

Cidade: PIRATINI


ASSUNTOS DE ESTÂNCIA

Letra: JOÃO STIMAMILIO

Música: DIEGO GEISLER E ÉRLON PÉRICLES

Cidade: PORTO ALEGRE


A PALAVRA

Letra: NINO FERRAZ

Música: RUI CARLOS ÁVILA

Cidade:ENCRUZILHADA/ PELOTAS


REPISANDO RASTROS

Letra: GILMAR BATISTA

Música:ALMO LUIS A.DA SILVA

Cidade: ENCRUZILHADA/ AMARAL


AO SOM DO GUITARREIRO

Letra: JEAN ROBERTO BARBOSA

Música: CRISTIANO VIEIRA

Cidade:SÃO LOURENÇO DO SUL


TRIBUTO À LAGOA

Letra: CLÉIA DRÖSE

Música: FERNANDO TEIXEIRA

Cidade: SÃO LOURENÇO DO SUL


RECUERDOS

Letra: BELMIRO PEREIRA

Música: LUIS CARDOSO

Cidade:SANTANA DO LIVRAMENTO


DE QUE VALEM AS BANDEIRAS?

Letra: CAINE TEIXEIRAGARCIA

Música: ZULMAR BENITEZ

Cidade: BAGÉ


DESTINO DE ANDAR

Letra: FREDERICO VIANNA

Música: FREDERICO VIANNA

Cidade: PELOTAS


DE CAMPEREAR OS SILÊNCIOS

Letra: OLAVO O. LORETO

Música: JEAN ALLAMA

Cidade: PORTO ALEGRE / GUAÍBA


BAILE DE RANCHO

Letra: EDILBERTO TEIXEIRA

Música: SILVIO COSTA

Cidade:SÃO GABRIEL


DE SOLIDÃO

Letra: VASCO VELLEDA

Música: CRISTIANO QUEVEDO

Cidade: PIRATINI


S U P L E N T E S:


QUE IMPORTA AO CORAÇÃO

Letra: JOSÉ ROBERTO MARTINS

Música: JOÃO ANTONIO POKORSKI

Cidade: GUAÍBA


DO SALADEIRO À RETORNO

Letra: CAINE TEIXEIRA GARCIA

Música: CAINE TEIXEIRA GARCIA

Cidade: BAGÉ

* Fonte: Blog Na rota dos festivais - www.narotadosfestivais.blogspot.com

Pré - lançamento de "Gaúchos" no Rodeio Internacional de Pelotas

Na noite de 20 de Junho, Robledo Martins e Rui Carlos Ávila fizeram o pré lançamento do CD Gaúchos no palco do Rodeio Internacional na cidade de Pelotas. O já tradicional evento, aconteceu entre os dias 18 e 21 de Abril e levou ao parque de rodeios Morada do Sol milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de prestigiar em primeira mão o show da mais nova dupla contratada da gravadora Vertical.
Gaúchos - Robledo Martins e Rui Carlos Ávila
"Esse foi o primeiro passo dos Gaúchos, vem muito mais por aí!"; essas foram as palavras de Rui Carlos Ávila ao descer do palco. Robledo Martins falou da importância desse primeiro trabalho da dupla: "O CD Gaúchos é a cara do Rio Grande, esse tipo de manifestação só nos enche de orgulho", salientou o cantor, se referindo ao público. A repercussão do trabalho no palco foi excelente, o que deixa no ar uma expectativa ainda maior com relaçãoi a chegada do CD nas lojas. O primeiro trabalho da dupla tem previsão de lançamento para Junho e trará o selo da gravadora Vertical. É esperar e conferir!

Aline Ribas
Produtora Executiva Gaúchos
Robledo Martins & Rui Carlos Ávila
(53) 91426167
(53) 91444494
producaogauchos@hotmail.com

terça-feira, 28 de abril de 2009

O canto que se estende "por campo e galpões"


Por João Cléber Caramez


Grande revelação do nativismo nos últimos anos, Raineri Spohr lança seu primeiro trabalho "Por campo e galpões" e nos fala um pouco da concepção deste disco, sua carreira através dos festivais, como a Sapecada da Canção Nativa, em Lages, do qual venceu o ano passado e recentemente a 4ª Nevada da Canção, realizada em São Joaquim, em que sagrou-se melhor intérprete e ainda vencedor com a composição "Que pecado, parceiro", além de tantos outros. O De terra, campo e galpão te convida a conhecer um pouco mais sobre esse talentoso músico. Confira a entrevista:




Como começou a tua carreira na música nativista?
Raineri: Tchê, é o seguinte!!! Começou aos 12 ou 13 anos, não lembro muito bem, em Dom Pedrito ( minha cidade natal) quando professores selecionavam crianças para cantar no festival das escolas da cidade. Desde então, peguei gosto pelo canto e imagens maravihosas que tem o nosso RS, que é lindo !!!




Em Santa Cruz do Sul, durante a 3ª Manoca, divide o palco com Danieli Rosa



Quais foram as tuas influências musicais que tu tens como referenciais no nativismo?
Raineri: Referência ...Primeiros cantores que escutei do nativismo foram Cesar Passarinho, Leopoldo Rassier e José Claudio Machado (num LP dos Serranos). Outro grande "Canário Mestre" como digo é Luiz Marenco, com certeza . E entre outros estilos que são nativistas também estão Almir Sater, Renato Teixeira e Dominguinhos que cantam sua terra e suas histórias com alma e coração.


“Por campo e galpões”, teu primeiro trabalho, já está nas lojas. Fale um pouco sobre o disco, como está a divulgação, a receptividade do público?
Raineri: Este sonho começou em uma conversa com os amigos Juliano Gomes e Edilberto Bérgamo (lá nas casa) em 2006. Conversando a respeito de musica, festival e composições, eu disse que estava afim de gravar um disco, uma espécie de CD ao vivo (Cantando em Festivais). Entre um amargo e outro concordamos que o melhor seria gravar um disco com composições próprias cantando em estúdio. Foram noites e meses selecionando repertório. Atraquei no más! Convidei amigos para fazerem parte deste grande sonho realizado que é o Por Campo e Galpões.
Por ter sido lançado pela gravadora ACIT, está com uma distribuição muito boa. Está chegando nas cidades que talvez não tivesse acesso, se fosse independente, e o pessoal tem comprado!! As rádios, jornais, enfim, a mídia e amigos contribuem muitíssimo e aproveito aqui para agradecer. Eu também compareço nos festivais e eventos para divulgar meu trabalho porque acho muito importante.


Raineri Spohr e Danieli Rosa: múltiplos prêmios na 3ª Manoca do Canto Gaúcho



Como é a tua trajetória nos festivais do estado e qual a importância desses eventos na construção da tua carreira musical?
Raineri: Eu vou aos festivais desde 1996. Falhei alguns anos quando entrei no quartel. Desde então, sempre que posso, vou. Eu acho importantes esses eventos porque são um grande espaço musical, já começa assim!! E sendo um festival de música inédita, é a oportunidade de cada um divulgar seu trabalho e mostrar suas composições, seus poemas, seus arranjos, sua alma!! E com certeza o festival faz parte da vida de cada um que vai lá, assistindo ou participando e certamente é importante para trajetória dos músicos que participam.

Como é a tua relação com os compositores e outros músicos do meio?
Raineri: Totalmente tranquila... Tenho muitos amigos compositores e amigos músicos. Às vezes, acontecem discussões, mas isso é normal (somos seres humanos) hehehe!!! Como toda profissão, sempre tem debate.






Raineri Spohr durante a premiação na 4ª Nevada da Canção


Quais são os teus projetos na continuidade da tua carreira?
Raineri: Primeiro quero ficar na volta desse primeiro filho (o disco). Divulgar bastante, cantar mais ele para as pessoas, depois sim pretendo com certeza gravar outros trabalhos com compositores, músicos e amigos, sempre cantando essas imagens do campo, mas nunca perdendo a autenticidade. Mas já estamos fazendo parte de um grande projeto. Aguardem!!!!!


Tu consideras que a mídia destina pouco espaço ao nativismo e como é a tua relação com os meios de comunicação?
Raineri: Acho que não!!! Não posso reclamar. Os meios de comunicação estão aí!! Falta é a nossa procura mesmo. São inúmeras as formas de se divulgar o trabalho hoje em dia: internet (Blogs, Musicblog, Palco mp3, Myspace, e - mails...), rádios de todas as formas, variados programas de TV, entrevistas... têm muitos meios.
Só acho que a nossa música precisa mais do carinho de cada um, tratá-la com respeito para ser respeitada.

Capa do seu 1º CD - "Por campo e galpões"



Tu acreditas que existem poucos locais para que os artistas regionais possam mostrar seu trabalho ou isso é um mito que foi criado?
Raineri: Como vinha falando antes... Lugares têm!!!
Com esses inúmeros meios, hoje em dia, facilita muito de o artista ir com seu trabalho de cidade em cidade.
Mitos sempre aparecem.
Pode ser que tivessem mais festivais, bares e lugares para a música nativista antigamente, não sei. O fato é que não é fácil manter uma casa com um só público, é muito trabalho e persistência e por isso parabenizo a quem o faz. Mas se dermos as mãos e trabalharmos juntos, acontece muito mais pra nossa música e para nossa cultura.



Deixe um recado a todos os que admiram o teu trabalho e os teus contatos.
Raineri: Agradeço desde já pela oportunidade. O recado que deixo é meu muito obrigado a vocês do programa De terra,campo e galpão por este espaço, pelas pessoas que gostam e acompanham meu trabalho, pelos amigos que fizeram e fazem parte desta pequena história iniciada e a todos que ainda vão escutar!!! Gracias.
Um forte abraço.



...Canto o homem do campo pelo seu espírito de luta;
...Canto as lidas campeiras por suas imagens e poesias;
...Canto a terra por suas vibrações e sua história;
...Canto por quem faz, respeita e merece.



tel: (53) 8433 - 3390
Confira fotos de festivais, músicas e muito sobre Raineri Spohr através dos links:
http://www.myspace.com/rainerispohr My Space Raineri Spohr
http://rainerispohr.musicblog.com.br/ Blog Por Campo e Galpões
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/raineri_spohr/ palco MP3 Raineri Spohr
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=1844185 comunidade Raineri Spohr no Orkut

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Milonga "De pelo e verso" vence Galponeira em Bagé

A 6ª Galponeira da Canção aconteceu entre os dias 17 e 19 de abril, na cidade de Bagé. A realização do festival ficou a cargo da Secretária Municipal de Cultura. Os jurados do festival foram Cristiano Quevedo, Adair de Freitas, Luiz Godinho, Severino Moreira e Tiago Cesarino. Veja os resultados finais:


1º lugar: De pelo e verso
1º lugar
De pelo e verso -milonga
Letra: José Carlos Batista de Deus
Música: João Bosco Ayala
Intérprete:Robledo Martins


2º lugar: O adeus dos desmamados


2º lugar
O adeus dos desmamados - milonga
Letra e Música: Volmir Coelho e Robson Garcia
Intérpretes: Volmir Coelho e Robson Garcia

3º lugar: Velha carona


3º lugar
Velha carona - milonga
Letra: Élvio Luis e Deivid Damasceno
Música: Raineri Sphor e Pablo Estinia
Intérprete: Nilton Ferreira

Mais popular
Quando a paixão me desarma - milonga
Letra: Adão Quevedo
Música: Danilo Kuhn
Intérprete: Robledo Martins

Melhor letra: De pelo e verso


Melhor letra: De pelo e verso
Melhor melodia: O adeus aos desmamados
Melhor arranjo: O adeus aos desmamados
Melhor intérprete: Robledo Martins
Melhor instrumentista: Clarissa Ferreira

* Fotos: Jornal O Minuano - Bagé

Tema campeiro fecha Nevada com vitória

A 4ª Nevada da Canção Nativa, de São Joaquim - SC, foi um grande sucesso durante a Festa Nacional da Maçã. O festival aconteceu entre 17 e 19 de abril e contou com a participação de grandes nomes da música nativista, que proporcioaram ao público um espetáculo de muita qualidade. Veja o resultado final:
1º lugar
Que pecado, parceiro
Letra: Fábio Maciel e Fabrício Marques
Música: André Teixeira
Intérprete: Raineri Spohr

2º lugar
Sucessão
Letra: Guilherme Collares
Música: Juliano Gomes e Cristian Camargo
Intérprete: Marcelo Oliveira

3º lugar
Muito além da minha tropa
Letra e Música: Rogério Villagran
Intérprete: Índio Ribeiro e Quateto Coração de Potro

Música mais popular
Côsa Braba
Letra e Música: Ângelo Franco
Intérprete: Ângelo Franco

Melhor tema tropeiro
De tropas serranas
Letra: Raul Boscato
Música: Artur Boscato
Intérprete: Grupo Floreio Nativo

Melhor Arranjo e Melhor Letra
Sucessão
Letra: Guilherme Collares
Música: Juliano Gomes e Cristian Camargo
Intérprete: Marcelo Oliveira

Melhor Melodia
Pétala D'água
Letra: Adriano Alves e Otávio Severo
Música: Roberto Borges
Intérprete: Roberto Luçardo

Melhor Instrumentista
Zelito Ramos

Melhor Intéprete
Raineri Spohr

Pré - lançamento do CD Gaúchos

Robledo Martins e Rui Carlos Ávila: Gaúchos


Robledo Martins e Rui Carlos Ávila farão o show de pré lançamento do cd Gaúchos no Rodeio Internacional de Pelotas na próxima segunda feira 20 de Abril (véspera de feriado). No repertório estão grande parte das faixas que compõem o primeiro cd da dupla. Robledo e Rui, uniram suas carreiras em meados de 2008 e entraram em estúdio para realizar a gravação do primeiro trabalho que tem o lançamento oficial previsto para Junho.Gaúchos tráz em suas faixas musicas consagradas em festivais e regravações de grandes artistas, além da participação especial de Luiz Marenco.O show de pré lançamento do cd Gaúchos, acontece pós 19 horas no Rodeio Internacional de Pelotas no parque de rodeios Morada do Sol. Os ingressos custam R$ 8,00 e o estacionamento R$ 5,00 o público tem a opção de adquirir tambem o passaporte para os quatro dias de rodeio ao preço de R$ 30,00. Pelo palco do rodeio tambem irão passar no domingo César Oliveira e Rogério Melo e na terça Joca Martins.

Agenda de shows:
17, 18 e 19 / 04 – Galponeira da Canção – Bagé
20 / 04 – Pré lançamento – CD GAÚCHOS – Rodeio Internacional de Pelotas
1º, 2 e 3 / 05 – Capela da Canção – Amaral Ferrador
15 e 16 / 05 – Estância de São Pedro – Porto Alegre
21 / 05 – Remate da Cabanha El Caminante – Pelotas
12 / 06 – Lançamento oficial do CD GAÚCHOS – Pelotas (Theatro 7 de Abril, 21h)


Aline Ribas
Produtora Executiva Gaúchos
Robledo Martins & Rui Carlos Ávila
(53) 91426167
(53) 91444494
producaogauchos@hotmail.com